25 de fevereiro de 2009

preparando a visita do José Luís Peixoto

O que vos propomos (10ºA e B), é que escrevam os vossos comentários sobre o que andem a ler / já tenham lido do José Luís Peixoto .. cada post abaixo contempla um dos seus livros - é só procurarem 'o vosso', e deixarem lá uma opinião.
Deste modo, também o ESAGIB rende homenagem a este escritor e prepara a sua vinda aqui à escola .. que acham?

Alguns dos alunos do 10.º B já deram o seu (valiosíssimo) contributo, faltam ainda bastantes outros ..
Gostávamos de ter aqui também os comentários dos alunos do 10.º A , já que são estas as duas turmas que vão receber o autor ..
  • Pois então, " Força nas leituras!"
  • Comentem o livro que leram!

Quem sabe não entusiasmam outros colegas a ler JLP?

Ficamos (ansiosamente:-)) à vossa espera!



nota: até à vinda de JLP à escola, outros posts de ana lima estarão no blogue:
'o vento que passa'

Antídoto


alguém leu este livro?





postado por ana lima

Cal


alguém leu este livro?







postado por
ana lima

Cemitério de Pianos

Adélia (10.º B) disse... Pelas 315 páginas que já li do 'Cemitério de Pianos', acho que valeu a pena o tempo que demorei, pois o JLP é 'tão fofinho' na maneira como escreve. Fundamento isto com o facto de usar uma personagem real como base da sua história e conseguir criar um enredo a partir daí. Achei isso bastante interessante: a história começar a tornar-se real, mesmo sabendo que era ficção.

Paula (10º B) disse... O livro que estou a ler é o "Cemitério de Pianos " . Até agora está a ser interessante e estou a gostar da obra (...)


Edu1992 (10º B) disse... já comecei a ler o meu livro, que é o "Cemitério de Pianos" e até acho o livro interessante até à página 100. A partir daí, o autor começa a misturar muitas histórias, o que dificulta a leitura. Mas o livro em geral é interessante.




postado por: ana lima

Gaveta de Papéis

Joana Costa (10º B) disse... Li o livro de poesia "GAVETA DE PAPÉIS" e pelo que percebi, o autor adora utilizar a personificaçao. A personificaçao dá vida aos seus poemas e por vezes, mais vontade de continuar a ler, mas também os torna mais difícies de interpretar. Esse foi o único ponto negativo, mas mesmo assim continuo a aconselhar a leitura deste livro, pois é um dos livros com os poemas mais bonitos que alguma vez li.




postado por : ana lima

Nenhum Olhar

(10.º B) disse...pelo que li até agora do livro « Nenhum Olhar » devo dizer que nunca li nada assim . a maneira do autor escrever , os detalhes que ele dá , os sentimentos que expressa ..





postado por ana lima

Morreste-me

Ana Parada (10º B) disse: eu li o "Morreste-me" e as poucas páginas que contem esse livro estão todas cheias de sofrimento devido à morte do seu pai.

Aldo (10º B) disse...Eu li o "Morreste-me", é um bom livro, de que até gostei. Esse livro mostra toda a dor e o sofrimento do autor pela morte do pai. E acho que o efeito da escrita que é a "repetição" faz todo o sentido



mais alguém leu este livro?



postado por : ana lima

Uma Casa na Escuridão

Ruben (10.ºB) disse... Já li o livro "Uma casa na escuridão": de certa forma gostei do livro, só não gostei da parte das invasões e dos mutilados e de como ele descreve muito a morte.
(...) o meu livro retrata uma paixão diferente das outras, em que o autor comunica com ela através da escrita, e a certa altura não conseguem comunicar mais (é aí que entram as invasões e os mutilados)




pus aqui os meus primeiros comentários sb o que já li deste livro (1º e 2º capítulos)

(postado por A.L. há uma semana, +/-)

José Luís Peixoto (1)

Trouxe do 'vento' (clicar) o post sobre o JLP e os comentários, para não o(s) perdermos de vista.

O que vos proponho é irem comentando, a partir de agora, nos posts
(q vou ainda pôr) sobre cada livro que tenham lido, e assim se preparava a visita do escritor.. seria assim o vosso, o meu, contributo ..

Podiam, alunos do 10.º B,
era convidar os vossos colegas da turma A a participarem também nesta espécie de 'tertúlia' .. - que tal?

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o post de partida:

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E agora, como prometido (.!.) José Luís Peixoto, escritor português, galardoado com o prémio José Saramago em 2001*
Conheço-o há pouco tempo. Até agora li 2 livros seus, o 'Nenhum Olhar' * e 'O Cemitério de Pianos'. Já comprei o 'Cal'..
  • dele sei .. que tem a idade do "25 de Abril", muitos piercings, tatuagens qb.
  • que tem um blogue (a q. vai m.to pouco mas onde deixa uns textos deliciosos..), um site (coming soon).. ; que está no My Space.
  • que de si diz : Tenho um punk dentro de mim, debaixo da minha pele ...(não percam o texto:!! - 'Not dead ' - 4º post, aqui)
  • que às vezes não usa maiúsculas e 'reflexivou' o verbo parar: ele, ela, parou-se, nem mais..
  • que parece ser uma pessoa encantadora, e tímido, tímido (apesar de punk ..:)
  • que a tristeza infinita daquele olhar nas contra-capas se tem vindo a esbater..
  • que tem um humor surpreendente, delicioso: e um texto ** q o ilustra: a ler, absolutamente (aqui ao fundo)

Sei que há-de vir à ESAG (Março?) e que não vos perdoo se não me convidarem a assistir ( alô 10.º B!! .. :-)))


Sei também que José Luís Peixoto é fã (penso q incondicional) do escritor argentino Julio Cortázar, (clicar para ver post) de quem, de resto, prefaciou a edição portuguesa de "Rayuela/o jogo do mundo". Que fielmente, amorosamente, lhe adoptou/adaptou as transgressões estruturais no romance 'O Cemitério de Pianos'.

  • sei, sobretudo, que escreve .. como que com o corpo todo.
  • que cada palavra inserta é tão absolutamente a palavra certa, que dir-se-ia ter sido sonhada antes.
  • que os seus personagens são de uma humanidade enternecedora.
  • sei que a sua prosa é tão.. mas tão .. intensamente poética
  • e que a sua escrita é bela e flui , que é insinuante e dolorosa , que sem apelo toma conta de nós como um 'mal de vivre' que. (Isto é uma das coisas q ele faz, acabar as frases deste modo impossível e no entanto tão rico de hipóteses, de leituras ..)
Deixo-vos
  • com um texto seu, que vos dará a conhecê-lo certamente muito melhor do que eu alguma vez o faria : um escritor visita a língua portuguesa
  • uma fotografia surpreendente, por aqui (+/- a meio da página, têm de procurá-la ;))
  • e já agora .. nesta importada celebração q dá pelo nome de Valentine's Day, com um seu -lindíssimo- poema de amor:
"...a tua ausência é, em cada momento, a tua ausência.
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias. há cidades desertas. há lugares.

mas eu lembro que o tempo é outra coisa, e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.

aqui não há palavras. há a tua ausência. há o medo sem os
teus lábios, sem os teus cabelos.
fecho os olhos para te ver
e para não chorar..."

e ainda.. o tal texto, referido em cima **

José Luís Peixoto na sua saborosíssima crónica – Verdades quase verdadeiras, no JL
(Jornal de Letras),
acerca das pessoas que dormem nas conferências dos encontros literários:
(...)
«No entanto, numa ou outra circunstância, quando estou nessa mesa de microfones e os vejo dormir, sinto uma ternura por eles que só pode ser comparada ao amor.
É uma ternura imensa e absoluta. Não sei ainda se esse sentimento existe por identificação, porque gostaria de estar no lugar deles, a dormir sem rugas na pele, ou se existe por inequívoca impossibilidade.
Sei sim que é um sentimento de família, como se, implicitamente, essas pessoas fossem meus irmãos, irmãs, pais, filhos. É como uma necessidade de cuidar deles, de pousar-lhes uma manta sobre as pernas, uma almofada sob o pescoço perdido.
É como uma vontade de falar baixo para que não despertem, para que tenham a sua tranquilidade assegurada por mais um instante, nem que seja por mais um instante…
De um modo geral, aqueles que dormem são uma minoria da assistência. Em situações excepcionais, já identifiquei dois, três, ou mesmo quatro, numa só sala. Mas continuo a participar em encontros literários e continuo a ter esperança. Aguardo com paciência pelo dia em que toda a sala adormeça.
Três ou quatro autores e teóricos, sentados a uma mesa com garrafas de água e um arranjo floral, a falarem muito baixinho para não acordar a assistência, que dorme mais ou menos profundamente: uma sinfonia de respirações, paz.
O aplauso mais puro a ser o contrário de palmas. Mundos e sonhos possíveis a desenrolarem-se por de trás dos rostos. Seria comovente e maravilhoso.» JLP


postado por ana lima


e agora, os comentários
(praticamente todos) de alunos do 10.º B:


anónimo
disse...
Não o conheço suficientemente para dizer que é um bom escritor. Mas no momento em que recebe o prémio Saramago, sobe muito na consideração das pessoas
14 de Fevereiro de 2009 9:27

al
disse...
verdad, verdad, .. mas é um óptimo escritor, na minha opinião..
os alunos q aqui vierem, please, deixem nome e turma, sim? pode ser no 'corpo' da mensagem..:D
14 de Fevereiro de 2009 9:31

Ruben
disse...
Já li o livro "Uma casa na escuridão": de certa forma gostei do livro, só não gostei da parte das invsões mutilados e de como ele descreve muito a morte.
14 de Fevereiro de 2009 13:37

André Gonçalves
disse...
Das 37 páginas do "Nenhum Olhar" que li até agora, a minha mente infantil gosta de citar umas linhas da pág. 27. Mas isto sou eu...
É meu amigo (no MySpace, claro) e achei o texto do punk muito interessante (já o tinha lido antes da professora o indicar, fui aos seus links e descobri o blog dele). Ainda não sei que perguntas lhe farei quando ele lá for à escola, mas há-de ocorrer qualquer coisinha...
Ah, e não é o 10ºD que a tem de convidar, mas sim o B, porque o JLP só vai visitar as turmas da professora Otília (A e B). ;)
14 de Fevereiro de 2009 13:48

al
disse...
claro, enganei-me... 10.º B, as minhas desculpas!!!!!!!!!!!!!!!!!!e eu sei de uma pergunta q ele gostaria q lhe fizessem, mas ñ digo!! quero estar lá!!!!!!!:-))))))
14 de Fevereiro de 2009 13:58

al
disse...
Ruben: ñ percebi o que queres dizer com 'invsões mutilados' ?!ñ queres explicar melhor?
André: então e as citações da página 27? Não queres pô-las aqui? - please? :-))bjis aos 2
14 de Fevereiro de 2009 17:22

disse...
pelo que li até agora do livro « Nenhum Olhar » devo dizer que nunca li nada assim . a maneira do autor escrever , os detalhes que ele dá , os sentimentos que expressa .. A minha sorte é o livro ser muito interessante, porque com coisas secantes eu adormeço rapidinho. Beijinhos, Stora ;D - Joana Correia 10ºB
15 de Fevereiro de 2009 0:30

André Gonçalves
disse...
Por acaso não, senhora professora. São ordinarices... x)
15 de Fevereiro de 2009 0:31

al
disse...
ordinarices, menino aluno?!;D - não acredito! O JLP ñ escreve ordinarices.. vou reler a tal pg 27
15 de Fevereiro de 2009 0:37


Ruben
disse...
Se querem saber sobre as invasões, o melhor é mesmo ler
15 de Fevereiro de 2009 9:43

al
disse...
Ruben, toda a razão, mas bem q podias deixar aqui um 'cheirinho', não? só para abrir o apetite, vá lá..e calculo, então, q os mutilados de q falas acima sejam o 'colateral damage' das invasões..pensando bem, as invasões só podem ser as francesas .. será? e isso traz-me à memória o último livro do Pérez-Reverte, "um dia de cólera" - conheces? o livro? o autor?bjis.. e volta sp! (e vê se convences o teu colega Rafael a vir aqui tb!!:-D
15 de Fevereiro de 2009 10:47

Ana Parada
disse...
Olá olá, eu li o "morreste-me" e as poucas páginas que contem esse livro estão todas cheias de sofrimento devido à morte do seu pai. sinceramente, eu acho os seus métodos de escrita um pouco estranhos, pois no meu livro diz que o seu pai morreu de uma doença prolongada, enquando no livro do Ruben, "uma casa na escuridão", fala que o pai matou a escrava com uma chave de fendas e de seguida matou-se a si próprio.
Agora, uma boa questão a colocar: será que José Luis Peixoto escreve o que vive ou inventa aquilo que quer escrever? acho a segunda hipótese mais apropriada, mas se ele inventa é porque de certa forma gosta de coisas ligadas à morte - ou então viu filmes de terror a mais :P
15 de Fevereiro de 2009 15:37

al
disse...
Oi Ana, obrigada por teres 'aparecido' por aqui! está visto q os domingos, com mais ou menos sol, são mesmo dias de 'pacholice', de ficar em casa..;)Qto aos livros do JLP: não li nenhum dos q referes, mas calculo que o 'morreste-me' seja mais ou menos auto-biográfico. Aquela dor, aquela insuportável tristeza, sente-se ainda no 'nenhum olhar', q, se ñ me engano, foi escrito no mesmo ano.Em 'uma casa na escuridão', e repito, ñ li, o "pai" será o do narrador, q ñ é necessariamente o autor .. penso q seja isso.«será que José Luis Peixoto escreve o que vive ou inventa aquilo que quer escrever? », perguntas. Pois .. muitos escritores darão vida a essa dualidade.. e haverá livros que se baseiam mais em vivências, outros que serão pura invenção.. nos dois casos,de qq forma, sempre criação literária, ñ é? Tb me parece que o desaparecimento de um ente querido tem necessariamente de deixar marcas profundas, e q a questão da morte passe a estar mais presente, pelo menos durante uns tempos ..agora.. na minha opinião, o JLP é um escritor intrinsecamente melancólico, e acho q é tb isso q torna a sua escrita tão bela, ainda que dolorosa..Às tantas tiveste azar no livro que escolheste .. por que ñ experimentas o 'cemitério de pianos', q é menos triste?bjis e .. obrigada, Ana. o teu comentário deu-me o gosto de me pôr a divagar..
15 de Fevereiro de 2009 15:58

Aldo
disse...
Eu li o "Morreste-me", é um bom livro, de que até gostei. Esse livro mostra toda a dor e o sofrimento do autor pela morte do pai. E acho que o efeito da escrita que é a "repetição" faz todo o sentido ^^Aldo^^
15 de Fevereiro de 2009 22:14

Ruben
disse...
Não vou dar nem um cheirinho, porque assim terão mais curiosidade de o ler :P - Vá, vou só dizer uma coisa: o meu livro retrata uma paixão diferente das outras, em que o autor comunica com ela através da escrita, e a certa altura não conseguem comunicar mais (é aí que entram as invasões e os mutilados), e mais não digo :P. E concordo com tudo o que a Ana disse, queria só corrigir uma coisa: o pai matou a escrava e a si próprio com um machado.
16 de Fevereiro de 2009 17:52

Joana Costa
disse...
Li o livro de poesia "GAVETA DE PAPEIS" e pelo que percebi, o autor adora utilizar a personificaçao. A personificaçao dá vida aos seus poemas e por vezes, mais vontade de continuar a ler, mas também os torna mais difícies de interpretar. Esse foi o único ponto negativo, mas mesmo assim continuo a aconselhar a leitura deste livro, pois é um dos livros com os poemas mais bonitos que alguma vez li. e se se ler cuidadosamente e calmamente, por vezes somos capazes de encontrar toda a beleza daqueles poemas. Eu já li e não me arrependi.
Beijinhos da Joana Costa, nº13, 10ºB
16 de Fevereiro de 2009 17:57

Joana Costa
disse...
P.S. Professora Ana...Isto também se aplica a si, se não ler vou ficar muito desiludida consigo!!! Vá lá, nao custa nada... é pequeno e muito interessante! Força nessa leitura!! JOANA COSTA Nº13 10ºB
16 de Fevereiro de 2009 17:59

al
disse...
Oi lindos:que bom, o JLP parece ter-vos entusiasmado! só é pena q sejam sempre os mesmos a comentar.. q tal envolverem a vossa prof de português nesta 'tertúlia', hein? e o resto dos preguiçosos dos vossos colegas tb, claro! :-))E.. à propos: acho q, com esta partilha, já mereço q me convidem para a 'private session',como diz o André!! ^^
E então, Ruben, afinal, a "só uma coisa" q disseste já foi um cheirinho!!! :-) e agora ...pois.. vou-me pôr a divagar outra vez: então o livro 'uma casa na escuridão' há-de ser todo muito metafórico ... as invasões já ñ serão as francesas, mas qq coisa a nível do sonho, do subconsciente, e os mutilados, claro, os q sofrem por amor.. a escrava é o sujeito/ objecto daquela paixão 'diferente' através da escrita - platónica?, e quando os 2 não conseguem comunicar mais, a única saída para: o desespero de ambos/o sofrimento dela (?) ... é a morte, o machado - objecto definitivo - libertando-os ..que tal, Ruben, acertei nalguma coisa? E, pois, já sei q ñ vais deixar "nem um cheirinho" !:D - o melhor é emprestares-me o livro: eu empresto-te o 'cemiério de pianos', queres?bjis
16 de Fevereiro de 2009 18:21

al
disse...
agora para a Joana:"força nas leituras" é coisa q ñ me custa mesmo nada fazer, embora prefira romances a livros de poesia.. um pouco + difícil é comprar os livros, por isso vais ter de mo emprestar.. tenho o 'nenhum olhar' para a troca, vale? :De para todos os alunos q aqui têm vindo falar do JLP, quero q saibam q estou a a-d-o-r-a-r !!bjis, até 4ª
16 de Fevereiro de 2009 18:27

al
disse...
.. por acaso alguém .. (além do André..) leu alguma coisa do q eu escrevi neste post?e..?- concordam c/ as apreciações?- leram o texto sb as pessoas q dormem nas sessões literárias?- o poema? - gostaram???;D- descobriram a tal fotografia? e..?e .. já pensaram no q lhe vão perguntar qdo ele for lá à escola??bjis
16 de Fevereiro de 2009 21:04

Adélia
disse...
Pelas 315 páginas que já li do 'Cemitério de Pianos', acho que valeu a pena o tempo que demorei, pois o JLP é 'tão fofinho' na maneira como escreve. Fundamento isto com o facto de usar uma personagem real como base da sua história e conseguir criar um enredo a partir daí. Achei isso bastante interessante: a história começar a tornar-se real, mesmo sabendo que era ficção. Bjs***
17 de Fevereiro de 2009 15:02

Ruben
disse...
Não acertou em nada. o melhor é ler o livro, se não daqui a nada já está a fazer concorrência ao JLP xD
17 de Fevereiro de 2009 15:45

al
disse...
1º para a Adélia:'fofinho', o JLP será, com certeza.. agora .. isso de 'criar' um personagem e dar-lhe vida é o q é suposto os escritores fazerem, n'est-ce pas?:-) claro que ele fá-lo muito bem, com muita coerência, e aí acho q tens toda a razão, quase q nos tornamos íntimos deles, ñ é?
agora o Ruben: tu não me digas!!!ñ acertei em nada?? NADA de NADA???nada - mesmo???!!!!amanhã levas o livro, emprestas-mo? qual queres para a troca? - Nenhum olhar: muito triste, muito bonito- Cemitério de Pianos: menos triste, igualmente bonito, de mais difícil leitura
17 de Fevereiro de 2009 17:49

Paula
. disse...
Olá stora :) O livro que estou a ler é o "Cemitério de Pianos " . Até agora está a ser interessante e estou a gostar da obra, pois o autor tem uma maneira de escrever muito própria, nunca tinha lido nenhuma obra com essas características. É um livro grande mas fácil de ler. Tchau, Bjinhos. :D
17 de Fevereiro de 2009 21:18

al
disse...
Que bom estares a gostar, Paula! Eu tb gostei muito, dos personagens, da escrita poética, da ternura subjacente.. Fiquei foi um tanto baralhada com aqueles 'capítulos' interrompidos, que continuam 3 ou 4 folhas depois. Às tantas já ñ sabia quem era quem. Afinal quantos narradores tem este romance? 2? 3? Senti necessidade de fazer uma árvore genealógica para me 'situar'... senti necessidade, mas ñ fiz :-)) e, apesar das baralhações, fui lendo, lendo, sem conseguir parar, até ao fim .. assim são os escritores 'maiores', que nos agarram 'malgré tout'.. Certo, certo, é que gosto IMENSO desta troca de ideias convosco!bjis
17 de Fevereiro de 2009 21:48


Edu1992
disse...
Bom dia, já comecei a ler o meu livro, que é "o cemitério de Pianos" e até acho o livro interessante até a pagina 100. A partir daí, o autor começa a misturar muitas histórias, o que dificulta a leitura. Mas o livro em geral é interessante
24 de Fevereiro de 2009 9:12

al
disse...
É verdade, tb achei. no 'cemitério..' ele adopta uma 'arrumação' inspirada n1 livro de q falo no post, viste? eu recomendaria ir pondo umas notas de rodapé (coisa q eu ñ fiz, mas de que dp senti falta), do tipo: continua na pág. tal ... ;-)) Apesar de tudo, acho q o livro se lê até ao fim com prazer, mesmo q nos escape alguma lógica. Fico contente por estares a gostar.. o Anexi é q, pelos vistos ...:-D

13 de fevereiro de 2009

José Luís Peixoto

Sei que virá cá à escola. E que os alunos do 10.º ano andam a ler os seus livros, preparando-lhe a visita.. Assim, e nesta importada celebração que dá pelo nome de Valentine's Day, aqui fica um poema de amor de José Luís Peixoto:


o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias, como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo, mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.

eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar, que eu amava quando imaginava que amava.

era a tua voz que dizia as palavras da vida.

era o teu rosto.

era a tua pele.

antes de te conhecer, existias nas árvores e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.

muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.


mais sobre este escritor, aqui


postado por ana lima

9 de fevereiro de 2009

trova do vento que passa-versão Amália

Foi um dos ícones de uma época: Fado, Futebol e Fátima. E, junto com Eusébio, a face mais visível do Portugal que então ousava mostrar-se ao mundo. Com uma presença sedutora e uma voz inimitável, Amália Rodrigues representava, cantava, encantava. Do seu reportório de fados constam poetas populares e outros eruditos, como Camões, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre .. Deste último é o poema abaixo: Trova do Vento que Passa

Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
O vento cala a desgraça
O vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
Tanto sonho à flor das águas
Os rios não me sossegam
Levam sonhos deixam mágoas.2x

Levam sonhos deixam mágoas
Ai rios do meu país
Minha pátria à flor das águas
Para onde vais, ninguém diz.

Se verde trevo desfolhas
Pede notícias e diz
Ao trevo de quatro folhas
Que morro por meu país. 3x

letra de Manuel Alegre ; música de Alain Oulman (som na imagem)

Mas porque, a par dos cantores e fadistas que entretinham (ainda que magistralmente) havia, mais ou menos na mesma época, os outros, os que intervinham (chamados cantores de intervenção), este mesmo poema, do mesmo Manuel Alegre, tem, cantado, duas versões distintas. Numa, a que aqui consta, incluíram-se apenas as primeiras 4 quadras, onde se 'choram' mágoas difusas, inexplícitas, mais ou menos inócuas: poderiam ser coitas de amor, saudade porque sim. A outra versão dispensa a 'modorra' das estrofes do meio. Aponta razões, culpas, caminhos. Vai descendo num libelo acusatório, cada vez mais fundo, cada vez mais clamor, cada vez mais, outra coisa.
Vejam as diferenças, se quiserem: aqui

al

3 de fevereiro de 2009

Alfred Gockel

'prints', de Alfred Gockel , um pintor abstracto que me gusta ..

uma galeria com a sua obra, e um minuto e meio de imagens:

al

surpresa 2

adivinhem quem apareceu por aqui .. again ..
têm de ir aos comentários ..

ao lado, 'moved by the music', de alfred gockel


al

1 de fevereiro de 2009

no me llames extranjero

«O apocalipse dos trabalhadores (comentário 4 posts abaixo), é uma manifestação do meu espírito igualitário, esta vontade enorme que tenho de que possamos ser felizes sobretudo por não nos espezinharmos uns aos outros. O combate à xenofobia foi o primeiro tópico do livro. Quis escrever sobre o quanto considero nojento que recebamos mal quem para cá vem, quando é da natureza do português ir para fora trabalhar (...)»

Partindo destas declarações do escritor Valter Hugo Mãe
, aqui vos deixamos um vídeo comovente, com a música e a voz poderosa do cantautor e poeta argentino Rafael Amor (no nome, site oficial; biografia em espanhol aqui) :

no me llames extranjero

tradução do poema, aqui

e a conhecidíssima canção clandestino, de Manu Chao

al