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19 de janeiro de 2009

os escritores, a (des)informação, a educação

Vem isto no seguimento de uma entrevista que a escritora Alice Vieira deu ao jornal Público, a propósito do 'estado da educação' (mais ou menos isso..) : aqui, se quiserem ler

Confesso que fiquei um tanto irritada com o artigo – melhor dizendo, com algumas das opiniões da Alice Vieira. Conheço os seus livros – obviamente – porque o meu filho, a minha sobrinha, os liam. De uns gostavam, de outros nem tanto. É assim .. como em tudo, como em relação aos professores.
O que não compreendo, o que não poderei nunca aceitar, é que, também esta escritora, fale tão assertivamente do que não sabe. E o mais lamentável é que não é a única (escritora, entenda-se) a arrogar-se esse opinar desinformado.
Passo a explicar, pegando-lhe numa frase que enferma de várias incorrecções: «… quando 140 mil professores vêm para a rua, é óbvio que devem ter razão, mas não têm toda. A ideia que tenho, desde o princípio é de que a ministra tem razão em querer que os professores sejam avaliados, mas ela não sabe transmitir o que quer. »

  1. 140 mil é o número total (aproximado) de professores. Os que vieram para a rua terão sido entre 120 e 130 mil .
  2. Se é assim tão óbvio que "devem ter razão", talvez seja igualmente óbvio que a tenham toda. Deveria Alice Vieira, pelo menos, pôr-se essa hipótese ..
  3. Alice Vieira tem uma ideia formada: a de que "a ministra tem razão em querer que os professores sejam avaliados". Pois é … as percepções não bastam. Deveria, antes de opinar, saber esta escritora que, antes desta ministra, os professores JÁ ERAM AVALIADOS! Foram-no, durante anos, através de um processo definido pelo Ministério da Educação! Que os próprios agentes da governação venham agora repudiar os seus anteriores modelos, não é, obviamente, culpa dos professores. Talvez o desencanto, o cansaço, lhes venham daí, e não (por favor!!!!..) por "terem os seus direitos adquiridos e ser mais difícil aceitar outras coisas."
Deveria a escritora Alice Vieira saber que, de cada vez que aqui se muda de governo, muda também – parece que inevitavelmente – o sistema educativo: total ou parcialmente. Se há quem, desde o 25 de Abril de 1974, tenha tido a capacidade de mudar, de aceitar 'outras coisas' , têm sido, precisamente, os professores!

al

18 de janeiro de 2009

há sempre alguém

É do Tiago, o comentário. Dele já conhecem a dedicação, a sensibilidade, a inteligência, a lucidez acutilante, a verticalidade. Sabem da fogosidade interventiva da sua juventude, da generosidade sem limites. Trago-vo-lo aqui novamente, em vésperas de mais um dia crucial na vida dos professores portugueses. Porque 'há sempre alguém que nos merece'.

«Falou-se (…) do que é ser aluno e que mudou muito, com a alteração, nomeadamente, da carga horária semanal. Estou agora no 12º ano, passei sempre, mais ou menos "tremido" (quase sempre para o menos "tremido"...), apenas com uma negativa o ano passado, no final do 1º período, a matemática A. Mas confirmo a existência de uma mudança profunda quer no lado docente quer no lado aprendiz.

Lembro-me de, desde o 5º até cerca do 8º ano, ter aulas no período da manhã, com uma aulita (quando a tinha) de 45 minutos na parte da tarde. Geralmente de Educação Física e, muitas vezes, à 6ª feira, para "descomprimir" a semana. Agora tenho um horário bastante acessível, com tempo livre que é muito bem servido por nós (alunos), quer seja para irmos à nossa vida, quer seja para estudarmos.
Mas olho com alguma tristeza para o horário de uma prima minha que entrou este ano para o 7º ano e que vive a um ou dois quilómetros de casa, perto de uma zona problemática. Tem de entrar na escola às 8 e meia da manhã e sair, muitos dias, às 6 e meia da tarde. Isto sem possibilidades de meios de transporte, vai sempre a pé. O mesmo se passa com o meu primo que entrou para o 5º ano, morador dessa mesma zona problemática.
Há uma frase, um ensinamento de vida, de que gosto muito: "O idiota é o que se cala perante o que não sabe. O verdadeiro estúpido é o que fala do que não sabe". Agora, este governo, estas políticas educativas, são as verdadeiras estupidezes, a verdadeira palavra transformada em lei de quem fala do que desconhece: a realidade das escolas. Por que incham de orgulho quando se lhes diz que a média nacional de matemática subiu 4 valores? Os portugueses baixariam 4 valores perante exames de outros países. Não é culpa dos professores. Eles fazem o que podem, muitas vezes muito mais! A culpa é de um programa sem margem de manobra que não deixa compensar falhas e enganos que tenham surgido em anos anteriores. A solução para um programa mal "programado"? Exames fáceis "para ver se safa a coisa". O verdadeiro estúpido é o governo, que emite decretos e estatutos sem conhecer a realidade. O idiota é o eleitorado que o elegeu, mas não teve culpa: antes da tempestade (leia-se eleições) vem sempre a calmaria.

A realidade dos alunos de hoje é muito diferente. Olho para os alunos de 3º ciclo de hoje, com as suas mochilas a rebentar pelas costuras (literalmente, não no sentido figurado), com uma má vontade (haja alguns que ainda quebram a média! De louvar!) de ir às aulas, com muito mais tempo de aulas que aquilo que eu tinha (35 horas, bolas!) e a única coisa que me vem à cabeça é uma palavra feia que não vejo conveniente colocar aqui.
Depois olho para os professores: cansados depois de uma noite mal dormida, sem rendimento por causa de uma gripe que não puderam tratar porque não tiveram margem de manobra para ir ao médico e medicar-se convenientemente, com uma má-vontade de aturar um bando de cerca de 30 alunos, ouvi-los a todos, responder às suas dúvidas, dar a matéria de um programa extensíssimo e ultra-condensado, fazer esquemas, fichas e apoios tais... E, mais uma vez, me surge a palavra feia. E vejo a diferença dos alunos de hoje e dos alunos de ontem (eu fico algures no meio, que apanhei ainda as duas alturas). E vejo a diferença entre os professores de hoje e os professores de ontem. E penso que para ter havido tanta mudança ao nível destes dois conjuntos a culpa não é dos conjuntos. É de alguém acima, alguém que "manda". O verdadeiro estúpido.
E quando olho para o conjunto, de alunos de hoje, com professores de hoje, vem-me outra vez a palavra feia à cabeça e desta vez não se fica por aí, digo-a baixinho, murmuro-a. E a seguir, "enfim"... »

postado por al
quadro de Franz Marc

na Finlândia

sistema de Ensino da Finlândia: descubra as diferenças: (*)


Na Finlândia, as turmas têm 12 alunos

Na Finlândia, há auxiliares de acção educativa acompanhando constantemente os professores e educandos

Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores

Na Finlândia, os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados

Na Finlândia, as aulas terminam às 3 da tarde e os alunos vão para casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre

Na Finlândia, o ensino é totalmente gratuito, inclusivamente os livros, cadernos e outro material escolar

Na Finlândia, todas as turmas que têm alunos com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio

Na Finlândia, não se mexe no sistema educativo há 30 anos!

Na Finlândia, não há professores avaliadores, professores avaliados nem inspectores

Na Finlândia , não há professores de primeira e de segunda

Pois é ... 1.º lugar do PISA ... há anos


postado por al

(*) o José Luís Peixoto tb usa : 2 vezes na mesma frase: ando a ler o Cemitério de Pianos

imagem: Artek, um mercado de design

mensagem

Porque somos uma biblioteca de uma escola ..
Porque somos professores e gostamos de transparência ..
Porque achamos que a informação é um direito, e um dever ..

pensamos ser de toda a licitude deixar aqui um documento que nos chegou de várias organizações de professores e que outra intenção não tem para além da de informar e esclarecer.


Aqui fica, então:


"mensagem aos portugueses"

«Os professores vêem-se na necessidade de proceder a formas de luta, depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração na elaboração de várias leis que estão a contribuir para que a confusão e o mal-estar se instalem nas nossas escolas: fizeram abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações – duas das quais com mais de 100 mil professores –, sendo estas formas de luta desenvolvidas ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos.


O que querem os professores?
  • Querem que as escolas continuem a ser geridas democraticamente. Não querem voltar a ter um reitor à moda antiga; Só dando exemplo diário de democracia é possível formar consequentemente para a democracia.
  • Querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional.
  • Querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente, onde o mérito só é premiado em alguns casos.
  • Querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo – em desprezo pelos que estão há anos no terreno – procura impor, ignorando todos.
  • Querem leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas e não a sua constante desautorização e desvalorização por parte do ME.
  • Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias.
  • Não estão a reivindicar aumentos salariais – apesar de a crise ser profunda e o seu grupo profissional, desde há oito anos, ter vindo a ver decrescer o seu salário real. Embora, pelas razões expostas, os professores se vejam obrigados a lutar, irão empenhar-se para garantir a leccionação das matérias previstas.
  • Os professores desejam salientar que não esquecerão os seus alunos e reiteram que esta luta é de todos – pais, alunos e professores – por uma escola pública de qualidade. »

APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino) ; CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública) ; MEP (Movimento Escola Pública) ; MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores) ; PROmova (Movimento de Valorização dos Professores

postado por al

ser Professor .. em Espanha

da Junta da Extremadura: valoración docente

transcrição: "la educación lo es todo!" = a educação é tudo!

e a Espanha aqui tão perto! ..

al

17 de janeiro de 2009

ser PROFESSOR

Aspectos que toda a gente parece ignorar sobre a profissão de Professor e que será bom esclarecer:

1º. Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa, 1 ou 2 meses no verão..

2º. É a única profissão em que se tem falta por chegar cinco minutos atrasado (5 minutos que equivalem a um tempo, de 45 ou 90 minutos!)

3º. É uma profissão que exclui devaneios do tipo “hoje preciso de sair meia hora mais cedo”, ou o corriqueiro “volto já” justificando a porta fechada em horas de expediente.

4º. É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivação ou quaisquer das 'ronhas' que grassarão, por exemplo, no ME (quem duvida?) ou na transparente AR.

5º. É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar…

6º. É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos – na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo…) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo 'patrão' que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm…, ao espezinhar sistematicamente os seus 'empregados' perante o 'cliente', mais não faz do que inviabilizar a 'venda do produto'!

7º. É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais …

8º. É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, ‘n’ filhos...)

9º. É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção. Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nem falar) e como se não bastasse tudo o que nos é exigido …

10º. ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país!

Assim, é bom que a 'cara opinião pública' comece a perceber por que é que os professores "faltam tanto" – leia-se ‘faltavam’ (*):


Para além do facto de, nas suas "imensas" faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar :

- no acompanhamento de alunos em visitas de estudo,
- em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados,
- para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins , que não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas ,
- ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem em casa, que é o sítio que lhes oferece condições, horas e horas não contabilizadas do obrigatório “trabalho de escola”….

Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam.


Correcção :
as nossas faltas nem sequer são faltas! São dias descontados ao período de férias!

(*) agora praticamente não faltamos: 5 dias/ano de artigo 102 contra os anteriores 12 ou os 24 dias (2 por mês) do antigo artigo 4.º, alguém se lembra? Não faltamos, o que não se traduz necessariamente em maior produtividade, muito menos em mais qualidade:

  • Agora vamos para as aulas, doentes, indispostos, mal dormidos, encharcados em calmantes (sim, em que acham que resulta o stress em que nos têm mantido nos últimos 3 anos?!).
  • Os testes que dantes ficávamos a corrigir (abdicando de dias de férias) demoram agora semanas e semanas a serem entregues aos alunos…
  • Nem temos, sequer, hipótese de ir ao médico, que nos obrigam a repor as aulas (escapamos apenas se estivermos presos, sabiam?) Mais: o nosso médico, que nos conhece há 20 anos, não pode atestar a nossa doença, se não for convencionado!! - aberrante, surrealista..

    E … também há quem, não dando uma única falta, tenha (nas aulas, em casa..) uma ‘rica vida’, acreditem!

al
quadro de Roman Morhardt

3 de dezembro de 2008

Camões: mudam-se os tempos

Num dia em que os Professores portugueses estão em greve, lutando

pela sua dignidade,

pelo direito a ensinarem,

pela sobrevivência da Escola Pública,


Zé Mário Branco e um poema de Luís de Camões:

MUDAM-SE OS TEMPOS




aqui
, uma canção paradigmática : a galopar, de Paco Ibañez

a.l.

1 de novembro de 2008

les uns ... et les autres: testemunho de uma ex-aluna da ESAG

A propósito de uma notícia publicada no Público de 30 de Outubro,"Audição aprovada por unanimidade: Ministra vai ao Parlamento explicar ideia de acabar com 'chumbos' até ao 9º ano" , onde se lê, nomeadamente, que:
(...) um dos dois relatores do documento do Conselho Nacional de Educação afirmou concordar que os alunos com mais dificuldades tenham mais acompanhamento desde que "isso não signifique que se generalize um sistema de passagens administrativas".
(...) o Conselho Nacional de Educação recomenda que o Ministério da Educação estude "soluções adoptadas noutros países" (...)
(...) o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, explicou que o Governo não quer proibir os chumbos, mas pretende reforçar "as estratégias e as medidas de apoio à recuperação de alunos, de forma a que a retenção e a repetição de ano deixem naturalmente de acontecer".

..............................................................................................................
Ora é precisamente aqui, nesta ideia da 'naturalidade' com que as coisas acontecem (ou não..) que entra o depoimento da ex-aluna da ESAG que, na semana passada (teve agora 2 semanas de férias) esteve numa aula da sua antiga turma. Às perguntas dos colegas, da professora, foi dando conta da sua nova realidade, agora frequentando uma escola suíça.
Deixo aqui uma transcrição abreviada do diálogo, do relato desta ex-aluna. Cada um que tire as devidas ilações...
  • "Então? Gostas da escola? Dos colegas, dos professores? As aulas são muito diferentes?"
  • "Bom, para começar, já estou no secundário. Cheguei lá, fiz exame de matemática e francês, puseram-me logo no 10.º ano!" (no comments ..)
  • "Gosto da escola, nas aulas aprende-se melhor, não há indisciplina (...) Além disso, para mim está a ser muito fácil, menos nas línguas." (tem 4, este ano, para o ano, mais 2). "Em Ciências, Matemática, estou a dar matéria que aqui já tinha estudado no ano passado." (oitavo ano). Lá os conteúdos são mais 'espalhados', não é tudo a correr, como aqui. Ah, e o secundário tem 4 anos. "
  • "Então e os professores?" (insisto)
  • "Os professores também são mais 'fixes' (nicer)"
  • "A sério?" (reajo, meio ofendida:-) - "Porquê? Como?"
  • "Sim, não são tão stressados, as aulas correm sempre bem. Se calhar é porque os alunos lá têm mais respeito, não se portam mal, estão interessados. É uma mentalidade diferente. Um aluno que 'chumbe' 2 anos é expulso da escola."
  • "Expulso da escola? Não pode ser!" (digo eu). "Então e a escolaridade obrigatória?"
  • "Quem me contou foi uma professora de lá. Mas também disse que nunca viu isso acontecer. Os alunos levam a escola a sério, não 'chumbam'. É outra mentalidade!"
  • E acrescentou, para os colegas:
  • "Sabem o que eles fazem durante os intervalos maiores? - Lêem livros!" (risos..) "E mais: lá toda a gente se deita cedo, tipo 8 da noite. De manhã as aulas também começam cedo (às 8), e eles, antes de irem para a escola, ligam a televisão na hora das notícias. Para estarem informados do que se passa no mundo." (mais risos..)
Nem mais! - les uns ... et les autres ... n a t u r a l m e n t e ! !

postado por ana lima

24 de outubro de 2008

Humor: Zé Carlos e o Magalhães

nota maledicente: "Ou cantam, ou não há magalhães para esta escola!" - é o que consta por aí ...

postado por ana lima

25 de abril de 2008

25 de Abril, 1974

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, 25 DE ABRIL - imagens de arquivo

GRÂNDOLA VILA MORENA, por Zeca Afonso



postado por ana lima