7 de novembro de 2008

as paixões: a música, a voz de Caetano Veloso

um estado de alma .. e uma das músicas mais bonitas que conheço:
DRÃO (clicar aqui) - voz: Caetano Veloso; letra e música: Gilberto Gil


- para a Teresa Amaral (comentário em Pina Bausch), de novo o Caetano Veloso,
e uma cena do filme "Habla con ella", de Pedro Almodovar

postado por ana lima, no fim de uma semana extenuante ..

6 de novembro de 2008

música portuguesa: aprende a nadar companheiro!

de Sérgio Godinho, 'Maré Alta' , com imagens de uma revolução ..

mais música - da melhor - aqui : Zeca Afonso: 'O que faz falta'

postado por ana lima

a palavra a José Saramago ...

(...) "o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos".
José Saramago , in Ensaio sobre a Cegueira

e.. numa entrevista que, a propósito do lançamento do seu novo livro, 'A Viagem do Elefante', deu ontem (5 Nov) ao DN:

(...) «Se andássemos por aí a dizer exactamente o que pensamos - quando valesse a pena - teríamos outra forma de viver... Estamos numa apatia que parece que se tornou congénita e sinto-me obrigado a dizer o que penso sobre aquilo que me parece importante.»

eu ... assino por baixo ...

postado por ana lima

5 de novembro de 2008

L. Armstrong - e (ainda) a vitória de Obama

No dia em que o mundo celebra a vitória de Barack Obama, a voz espantosa de Louis Armstrong, cantando "What a wonderful world"

letra aqui

e ainda ... as reacções, por esse mundo fora, à vitória de Obama: in English, of course!! :-))

"What an inspiration. He is the first truly global U.S. president the world has ever had," said Pracha Kanjananont, a 29-year-old Thai sitting at a Starbuck's in Bangkok. "He had an Asian childhood, African parentage and has a Middle Eastern name. He is a truly global president."

"This is the fall of the Berlin Wall times ten," Rama Yade, France's black junior minister for human rights, told French radio. "America is rebecoming a New World.

In Britain, The Sun newspaper borrowed from Neil Armstrong's 1969 moon landing in describing Obama's election as "one giant leap for mankind."

postado por ana lima

dedicado a Martin Luther King e ao seu sonho

BBC news: Barack Obama vence eleição histórica , ao ser o primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos.

"Foi um caminho longo, mas hoje ... a mudança chegou à América!", disse o presidente eleito, falando a uma multidão em delírio que ontem se juntou em Chicago, conhecidos que foram os resultados.
E acrescentou:
"Se houver alguém que duvide que a América é um país onde tudo é possível, que ainda se pergunte se o sonho dos nossos fundadores sobrevive no tempo presente, que se questione sobre o poder da nossa democracia, tem nesta noite a sua resposta!"

Justin Webb, da BBC, afirma que "o povo Americano deixou claras duas evidências: que estão profundamente descontentes com o 'status quo', e que querem fechar a porta ao passado racista do seu país."
"A dream come true?"

- lembrando Martin Luther King Jr, no seu discurso em Washington, 1963:

«I have a dream today.»
«I have a dream that 'our' children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.»

"Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"


postado por ana lima

4 de novembro de 2008

as paixões, a dança: Pina Bausch

Mazurca Fogo, 2007

postado por ana lima

a tua música: The Corrs

Da Ana Mestrinho (11.ºD), a música pedida: Little Wing, dos The Corrs, e respectiva mensagem (que achei uma delícia!:-)):

"Tá na altura da stora pôr aqui uma musiquinha escolhida por mim =) Lembrei-me desta música porque sei que a stora preocupa-se e vive angustiada com todas as injustiças do mundo (...) Esta música é do cantor Jimi Hendrix, mas é cantada nesta versão pelo grupo The Corrs, que a incluiram nos seus álbums em homenagem às crianças infelizes de todo o mundo, que passam fome e outras carências (...)
Veja, aprecie e partilhe com todos "

Pois então, aqui vai:

The Corrs - Little Wing (Unplugged)

Aqui , a versão original, de Jimi Hendrix : quizás mais autêntico, com uns espantosos solos de guitarra. E aqui, a letra da canção. Enjoy!

postado por ana lima

poesia: Mário Cesariny

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny


postado por ana lima

3 de novembro de 2008

música em português: Apesar de Você

De Chico Buarque, e porque... "amanhã há-de ser outro dia!"


postado por ana lima

2 de novembro de 2008

as paixões, os livros: Man in the Dark

Em vésperas de eleições nos Estados Unidos, a sugestão de uma leitura: Man in the Dark (clicar para ver sinopse, etc), um livro do escritor americano Paul Auster.
Numa estória dentro da estória, há um homem que, nas suas noites de insónia, vai imaginando, construindo uma América 'alternativa', cuja História começa no ano 2000, logo após a eleição de Bush. Revoltados com o resultado das eleições (em que Al Gore, reunindo mais votos, é, no entanto, derrotado - lembram-se daquelas contagens e recontagens?), os Estados começam a declarar a sua separação da União. O primeiro, claro! (ver em baixo porquê - 'claro' ) é o de Nova Iorque. Outros 15 se lhe seguirão e a América está em guerra. Nada de novo, só que, desta vez, não com o mundo, mas consigo própria.

Neste mundo paralelo, o 11 de Setembro (2001) nunca aconteceu. As torres gémeas continuam de pé. Não houve a invasão do Afganistão. Não há guerra no Iraque. «Há uma guerra civil em que não se disparam balas, mas sim ideias, e que se leva ao limite». Tão ou mais mortíferas, igualmente devastadoras. Ler aqui a entrevista do autor ao El País: - interessantíssima, elucidativa: «Nos EU há dois mundos que não comunicam entre si!»

O tema deste romance de Paul Auster 'nasce' de um inconformismo, uma não-aceitação do 'estado das coisas', no seu país: «Há oito anos, desde o golpe de estado legal que derrotou Al Gore, que sinto como se vivesse num mundo paralelo que acabou por tornar-se real, e tudo só tem vindo a piorar!»

Não é casualidade que a guerra civil de Brick (o 'homem no escuro') comece com a independência de Nova York. "E não é piada: há muita gente que pensa que NY deveria ser um Estado independente; tanto que, após o 11 de Setembro, houve uma revista de poesia que escreveu, na 1ª página: 'USA out of NYC'; muitos outros odeiam NY pelo que representa, com 40% da população vinda de fora...".
Acrescente-se que Auster votará em Obama ("em condições normais, tendo a Administração de Bush funcionado tão mal, Obama deveria ganhar, mas há a questão de ser negro: em 4 de Novembro veremos o quão racistas são os EU") - Paul Auster, ao El País

O livro, interessantíssimo, não está ainda traduzido em Portugal. Encontram-no na Fnac (ou podem encomendá-lo aqui ) na versão original. O Inglês é muito acessível. E .. recomendo-o vivamente! Vão ver que o lêem de um fôlego!:-)
Sobre o Paul Auster, há neste blog outro post, a 24 de Outubro. Podem vê-lo em vídeo, lendo excertos de 'Man in the dark' - garanto que vale a pena!:-)

postado por ana lima

1 de novembro de 2008

as paixões, a dança: Maurice Béjart

Claude Lelouch, assim se chama o realizador do filme "Les uns et les autres", cujo nome inspirou o post anterior... A cena de abertura é uma espantosa coreografia de Maurice Béjart, sobre música de Ravel, 'Bolero'. Espero que gostem! (E não deixem de ver o sítio do Ballet Lausanne: link no nome do coreógrafo!)

clicar aqui para ver a cena de abertura do filme

No vídeo abaixo, a versão completa do 'Bolero' de Ravel, com coreografia, também, de Maurice Béjart: uma espécie de 'pas de deux' moderno, um ' jogo no espelho ' transpirando sensualidade - dedicado a todos aqueles para quem a dança é uma paixão..


postado por ana lima

les uns ... et les autres: testemunho de uma ex-aluna da ESAG

A propósito de uma notícia publicada no Público de 30 de Outubro,"Audição aprovada por unanimidade: Ministra vai ao Parlamento explicar ideia de acabar com 'chumbos' até ao 9º ano" , onde se lê, nomeadamente, que:
(...) um dos dois relatores do documento do Conselho Nacional de Educação afirmou concordar que os alunos com mais dificuldades tenham mais acompanhamento desde que "isso não signifique que se generalize um sistema de passagens administrativas".
(...) o Conselho Nacional de Educação recomenda que o Ministério da Educação estude "soluções adoptadas noutros países" (...)
(...) o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, explicou que o Governo não quer proibir os chumbos, mas pretende reforçar "as estratégias e as medidas de apoio à recuperação de alunos, de forma a que a retenção e a repetição de ano deixem naturalmente de acontecer".

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Ora é precisamente aqui, nesta ideia da 'naturalidade' com que as coisas acontecem (ou não..) que entra o depoimento da ex-aluna da ESAG que, na semana passada (teve agora 2 semanas de férias) esteve numa aula da sua antiga turma. Às perguntas dos colegas, da professora, foi dando conta da sua nova realidade, agora frequentando uma escola suíça.
Deixo aqui uma transcrição abreviada do diálogo, do relato desta ex-aluna. Cada um que tire as devidas ilações...
  • "Então? Gostas da escola? Dos colegas, dos professores? As aulas são muito diferentes?"
  • "Bom, para começar, já estou no secundário. Cheguei lá, fiz exame de matemática e francês, puseram-me logo no 10.º ano!" (no comments ..)
  • "Gosto da escola, nas aulas aprende-se melhor, não há indisciplina (...) Além disso, para mim está a ser muito fácil, menos nas línguas." (tem 4, este ano, para o ano, mais 2). "Em Ciências, Matemática, estou a dar matéria que aqui já tinha estudado no ano passado." (oitavo ano). Lá os conteúdos são mais 'espalhados', não é tudo a correr, como aqui. Ah, e o secundário tem 4 anos. "
  • "Então e os professores?" (insisto)
  • "Os professores também são mais 'fixes' (nicer)"
  • "A sério?" (reajo, meio ofendida:-) - "Porquê? Como?"
  • "Sim, não são tão stressados, as aulas correm sempre bem. Se calhar é porque os alunos lá têm mais respeito, não se portam mal, estão interessados. É uma mentalidade diferente. Um aluno que 'chumbe' 2 anos é expulso da escola."
  • "Expulso da escola? Não pode ser!" (digo eu). "Então e a escolaridade obrigatória?"
  • "Quem me contou foi uma professora de lá. Mas também disse que nunca viu isso acontecer. Os alunos levam a escola a sério, não 'chumbam'. É outra mentalidade!"
  • E acrescentou, para os colegas:
  • "Sabem o que eles fazem durante os intervalos maiores? - Lêem livros!" (risos..) "E mais: lá toda a gente se deita cedo, tipo 8 da noite. De manhã as aulas também começam cedo (às 8), e eles, antes de irem para a escola, ligam a televisão na hora das notícias. Para estarem informados do que se passa no mundo." (mais risos..)
Nem mais! - les uns ... et les autres ... n a t u r a l m e n t e ! !

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29 de outubro de 2008

a tua música: As Baleias

A pedido da Vanessa, do 11.ºD

«A música que escolhi é aquela que marca a minha infância, ou parte dela, a música que a minha mãe cantava para mim todas as noites e que tem, ainda hoje, um grande impacto em mim.»

As Baleias, de Roberto Carlos

postado por ana lima

28 de outubro de 2008

Literatura: O primeiro amor

Aqui fica um bonito texto de Miguel Esteves Cardoso,

enviado pela Carla, do 11.ºD

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro amor, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes-morrer-que-ter-outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói – porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre mais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
É como a criança que põe dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa “Meu Deus! Como pode ser!” do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual um micro-ondas. Mas o “Zing!” inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.
O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse.
Não há amor como o primeiro. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltámos. Saltamos e caímos.
O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores – o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.
Não há regra para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria o primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar.
Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro a esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.


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27 de outubro de 2008

VI Mostra da cultura portuguesa

Começou hoje, oficialmente, o maior evento anual de divulgação da cultura portuguesa além fronteiras. Acontece em Espanha e, desde a sua 1ª edição, em 2003, não tem parado de crescer - em qualidade, quantidade de ofertas e abrangência geográfica: há várias cidades espanholas, para além de Madrid, a acolherem exposições, concertos, encontros literários. Tanto assim, que é o próprio ministro da Cultura espanhol a dizer que "o balanço cultural entre os dois países pende agora, claramente, a favor de Portugal".

"Das artes plásticas à música, do cinema à literatura, do debate poético ao pensamento político, do humanismo universitário à gastronomia", tal é o âmbito deste "festival de artes, letras e ideias". (JM)

A Mostra (clicar para ver mais informação) tem um mentor, 'artífice', quijote: o escritor e actualmente Conselheiro Cultural da embaixada de Portugal em Madrid, João de Melo. (clicar)

Citando-o a partir de uma entrevista que deu ao JL de 22 de Outubro:

« Em 2003, quando a criámos, era apenas uma 'semana portuguesa' de quatro dias. (...) Este ano terá uma amplitude temporal superior a um mês e meio, incluindo as itinerâncias.»

«A cultura é uma imagem que pode induzir atitudes e procedimentos não inscritos no imaginário de uma relação ibérica pouco assídua ou atribulada. Importa deixar obra feita num país, a Espanha, que é a nossa primeira prioridade europeia em todas as frentes, sem excluir a estratégia cultural.»

«(...) esta dinâmica permitiu acabar de vez com o mito de dois países de 'costas voltadas' ou 'de espaldas'.»


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25 de outubro de 2008

música portuguesa: Redondo Vocábulo

animação 3D para o tema "redondo vocábulo" de José Afonso. Interpretação livre sobre a angústia de uma gestação ou maternidade em tempos de guerra no ultramar.

lindíssimas, comoventes: a música, a animação, a voz do Zeca provocando/evocando arrepios na alma ..

letra e música: Zeca Afonso: Era um Redondo Vocábulo
animação: Eurico Coelho

letra aqui

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24 de outubro de 2008

A literatura, as paixões: Paul Auster

«Para mim, escrever não é já um acto de vontade. É uma questão de sobrevivência».
Esta é a frase que abre o seu site definitivo - clicar aqui para ver 'tudo' sobre este autor, uma das minhas paixões maiores..


Paul Auster, que é considerado 'o mais europeu dos escritores americanos' parece ser menos conhecido e menos apreciado no seu próprio país do que na Europa ...
Em entrevistas ao jornal El Periódico de Catalunya e ao El País: 'Os Estados Unidos vivem uma guerra civil de ideias', explica:

"Tenho mais leitores na Alemanha, na França e em Espanha , porque são países onde as pessoas ainda se interessam pela literatura. A este nível, os Estados Unidos são um deserto ".
E continua: "A culpa desta situação é do sistema educativo herdeiro da política de Bush, que foi o pior que podia ter acontecido a este país. Neste momento estamos a criar uma geração para quem ler não tem o mínimo valor."


No vídeo abaixo (passem a parte do apresentador), Paul Auster lendo excertos do seu último romance, 'Man in the dark'. No fim há a conversa com o público, talvez a parte mais interessante, porque desvenda o homem por detrás do autor (modesto, tímido, tímido, que dói - apetece dar-lhe colo ... a ele e ao rapaz que lhe faz as 1ªs perguntas ... uns queridos ... nova-iorquinos, claro, uma 'sobre-espécie' dentro dos EU)



Apaixonado também pelo cinema, Paul Auster escreveu o argumento de 'Smoke' , um filme de Wayne Wang, com quem depois co-realizaria 'Blue in the Face'. Duas delícias, de 1995. Em 1998, realizou o seu primeiro filme, 'Lulu on the Bridge'.

Em 2006 esteve em Portugal para a rodagem do último filme em que foi argumentista e co-realizador, 'The inner life of Martin Frost'. Ver entrevista aqui .

Também o seu perturbante, estranho e belíssimo romance, 'The Music of Chance' , foi adaptado ao cinema em 1993.


Livros do Paul Auster (clicar para ver sinopse) que recomendo (mais) vivamente:
- Mr Vertigo
- A Música do Acaso
- Man in the Dark (ainda ñ traduzido em Portugal)
- A Noite do Oráculo
- O Livro das Ilusões
- As Loucuras de Brooklyn

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Humor: Zé Carlos e o Magalhães

nota maledicente: "Ou cantam, ou não há magalhães para esta escola!" - é o que consta por aí ...

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20 de outubro de 2008

a tua música: Stone Sour

Outra vez a pedido do David (11.ºD), um grupo que gostei muito de conhecer.

Stone Sour é uma banda americana de alternative metal / post-grunge. É um projeto paralelo de Corey Taylor e James Root, vocalista e guitarrista do Slipknot, banda de que brevemente daremos notícia.

Escolhi a versão acústica, porque elas me parecem sempre mais autênticas. So ... ladies and gentlemen ... specially 4 you ... on this Monday night ... STONE SOUR!

Through the glass (acoustic)

ver a letra da música aqui

nota impertinente: podiam, queridos alunos :-)), aproveitar, traduzir as canções cujas letras aqui disponibilizamos, assim aprendiam umas coisitas de inglês, que tal?

postado por ana lima

fotos EDL

Já estão on-line as fotos da comemoração do Dia Europeu das Línguas, aqui na ESAG.
Vejam e digam o que acham, pode ser?

clicar aqui para ver as fotos

postado por ana lima