18 de dezembro de 2008

Concurso "dia@dia a aprender"

Ranking, após 48 questões

Tiago Pinto 9º F
Maria Almeida 7º A
Miguel Barreira 9º F
Daniela Mateus 7ºA
Miguel Pessanha 7º A
Diana Carvalho 7º E
Mariana Soares 8º D
Catarina Prudêncio 7º E
Diogo Leitão 7º D
João Carmo 8º B
Maria Beatriz 8º D
Sara Pereira 7º A
Inês Brás 8º D
Cláudia Custódio 10º C
Francisco Carvalho 7ºA
Carlos 8º E
Lucas 9º C
Diogo Fernandes 7º D
Rita Carvalho 7º A
Tiago Vidal 9º A


Podes consultar, quinzenalmente, neste espaço ou na Biblioteca
o TOP 10 deste Concurso.
Este ano há prémios por período, para o melhor aluno.
Participa!!
Esperamos por ti na BE

postado por: Fernando Nabais

17 de dezembro de 2008

nuvens

hoje, às 7.30 (a.m.) - c. caparica [st. antónio]

às 7. 40
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13 de dezembro de 2008

a literatura, as paixões: Pérez-Reverte

Arturo Pérez - Reverte (clicar) , um dos mais mediáticos autores da actualidade, (também pela adaptação de livros seus ao cinema) , é um escritor brilhante, que, em cada livro, consegue a proeza rara de recrear um universo linguístico próprio, que adapta de forma magistral aos ambientes em que se movem os seus personagens. [Sei-o, porque foi com os seus romances que comecei a aprender espanhol, e só ao 3.º que li, La Tabla de Flandes, é que consegui identificar a linguagem dos meus amigos de Barcelona!!]

Uma das coisas que mais me fascina em Pérez Reverte (clicar para ler + informação em português), para além das elaborações filosóficas (absolutamente perturbantes, por exemplo, no romance 'O Pintor de Batalhas'), é o cuidado que põe na construção dos seus personagens, a quem logra dar vida com o carinho e a atenção de uma mãe, com a profundidade amniótica de um mar ... sublimes, as figuras femininas, muito na linha das de Saramago.

Para além disso, há sempre, nos seus livros, um elemento de suspense e de mistério, um pouco como nos romances policiais. As tramas são urdidas com uma inteligência tal, que Pérez-Reverte consegue, ao sugerir subtilmente o desenvolvimento da narrativa, envolver-nos da primeira à última página - como uma compulsão - enquanto nos faz cúmplices (quase co- autores) das suas histórias.

Livros seus que recomendo vivamente (clicar para ler sinopse):
O Pintor de Batalhas ("a sua criação mais melancólica, mais terna, mais íntima")

  • aqui, o seu site oficial
  • uma página muito interessante sobre Pérez Reverte, que inclui citações suas, p. ex, "El mar es el único refugio que me resta" : aqui
  • e ainda + uma página, no Dpt de línguas (clicar): sb Pérez-Reverte e outros autores de língua espanhola

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12 de dezembro de 2008

hoje, a maior lua cheia do ano

Hoje é o dia do ano em que a Lua vai estar mais próxima da Terra, e por isso parecerá maior. Isto acontece porque a sua órbita em volta do nosso planeta não é um círculo perfeito. A distância média da lua em relação à terra é de 384,400 km, mas hoje ela estará a -apenas - 356,567 km. Segundo a NASA, 14% maior que o costume e 30% mais brilhante do que outras luas cheias do ano.
notícia do Yahoo, aqui

tirei-lhe uma fotografia antes de o céu se ter coberto de nuvens, para que a possam apreciar...e... porque não serei a única a olhar o céu, aqui fica, tb, a música dos Xutos. Enjoy!

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Antony and The johnsons

um feitiço lunar atravessando esta madrugada. uma melodia, uma voz celestial: antony and the johnsons, uma banda nova-iorquina, ao vivo em Malmo, Suécia (2005):

Antony & The Johnsons - Cripple and the Starfish

letra aqui

e aqui, perdidamente..."Hope There's Someone"

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11 de dezembro de 2008

poema-'anti'

A imagem ao lado é de Keith Haring (ver tb, aqui, o site q lhe é dedicado)
e - tel quel :-), aqui em baixo, da Vanessa (11.ºD), um gesto simpático, dos que nos põem um sorriso embevecido:

Cucu =) Vou enviar-lhe o ''poema'' feito na aula de inglês:

You're What You Buy

People are vicious, why?
They don't use everything they buy.
Advertisements tell us the perfect lie
Hiding that we are what we buy.

Caring about culture
Is a virtue of only a few
Destroying our nature
Affects both old and new.

After a brief study
Guess what I found ?
Money really makes the world go round!

Beijos, da Ana Mestrinho, do David Caramelo, do João Belo e da Vanessa =)

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10 de dezembro de 2008

Adriana Calcanhoto

da cantautora brasileira Adriana Calcanhoto (clicar para ver site oficial) uma canção - um poema - de que gosto muito: 'uns versos':


UNS VERSOS, de Adriana Calcanhoto

outra, igualmente inspirada: ESQUADROS

e, por sugestão da Valerie, SEU PENSAMENO

aqui, cantando com Mísia (mas realmente, o fado .. não é para quem quer...)

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declaração universal dos DIREITOS HUMANOS

Foi em 1948, num dia 10 de Dezembro, que a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou e proclamou a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (*)-(clicar para ver o texto na íntegra), uma magna carta para toda a humanidade:

Artigo 1.

TODOS OS SERES HUMANOS NASCEM LIVRES E IGUAIS EM DIGNIDADE E EM DIREITOS.

(*) um mês e vinte dias depois, Gandhi seria assassinado ...

e ... aqui, uma página dedicada a quem lutou / morreu pela defesa dos direitos humanos; a quem foi deles barbaramente espoliado; a quem continua a pugnar pela sua universalidade.


a.l. , que se orgulha de ter nascido a 10 de dezembro

7 de dezembro de 2008

a tua música: Dire Straits

Porque há um livro-paixão (H.S.) que fala deles. Porque os Dire Straits tinham ficado esquecidos na lista de pedidos. Porque me fartei de dançar ao som desta música e .. porque sim :-), aqui fica, do álbum "Alchemy" (1984) :

Dire Straits live - Sultans of Swing

e aqui, Dire Straits' lyrics (as letras)

a.l.

outras músicas: Gaiteiros de Lisboa

O Grupo (site oficial aqui ) formou-se em 1991, e tem feito o seu percurso em torno da música popular/tradicional, com participações em projectos musicais de outros grupos e autores consagrados no âmbito da Música Tradicional, do Rock, do Jazz, da Música Clássica e da Música Antiga, tais como José Afonso, Sérgio Godinho, Vitorino, Amélia Muge, Rui Veloso, Sétima Legião ou Adufe.

Gaiteiros de Lisboa: Lenga-lenga

e aqui, Portugal a Rufar, festival de percussão no Seixal - não percam!
a.l.

6 de dezembro de 2008

arte: Paula Rego

A pintura de Paula Rego não pode ser classificada como conservadora ou académica, mesmo se ela vem sendo um exercício de reaprendizagem dos meios de expressão pictural (...) O escândalo que as novas pinturas de Paula Rego propõem, devido às questões da sexualidade e da morte que abordam e, inseparavelmente, ao ponto de vista feminino que reclamam e revelam, não deverá ocultar o outro escândalo, talvez mais decisivo ainda, que reside na diferença entre estas obras e a insignificância ou o tédio reinantes em grande parte do que é exibido como arte contemporânea. «O naturalismo está muito fora de moda, mas eu não me importo», declara Paula Rego. «A moda passará. Estas revolucionárias 'pinturas silenciosas, com as suas réplicas sombrias', sobreviverão», comenta Maggie Gee num artigo do «Daily Telegraph». Paula Rego encontrou no meio britânico, menos dependente das concepções vanguardistas da modernidade e também da circulação das modas, as condições favoráveis para aprofundar um trabalho com raízes portugueses, que mergulham nas suas memórias pessoais, decorrem dos incidentes da sua vida e interpelam as prisões mais fundas da nossa existência colectiva. É provável que a vitalidade desafiadora das suas últimas obras resulte dessa dupla localização.
Textos de ALEXANDRE POMAR

Para além de óleo sobre tela, Paula Rego trabalha com vários outros registos gráficos, nomeadamente desenho, litografias e serigrafias.
Em cima, o tríptico Shakespeare’s Room (serigrafia), que conta a história de uma rapariga que disparou contra macacos por eles não 'comprovarem' o ditado: "if you put enough monkeys typing, eventually you'll get Shakespeare!"

Ao lado, uma das litografias que ilustram um conto de João de Melo, "O Vinho" .

Em baixo, uma lista de sites, uns mais imprescindíveis (*) que outros, onde podem ver-se mais obras de Paula Rego, talvez a pintora portuguesa da actualidade mais conhecida além fronteiras:
visita virtual- museu Reina Sofía, Madrid ; Saatchi Gallery ; Art Fund for UK museums ; Feio e Modernidade em Portugal ; tales from the National Gallery

a.l.

4 de dezembro de 2008

outras músicas: Hermeto Pascoal

Hermeto Pascoal - conhecem?

Vi um espectáculo seu na Culturgest, há 2 anos, e fiquei fascinada! Com a energia, a reinvenção permanente, sobretudo o dom - muito raro - não só de cativar uma plateia inteira (sorrisos de orelha a orelha, o tempo todo, muita gente jovem), como de nos levar a participar, a todos, no seu espectáculo: um delírio de bocas, mãos, pés produzindo sonoridades impensáveis, corpos num desassossego, pedindo mais.
A sua música, conotada com o jazz, é sobretudo experimental, com a filosofia subjacente de que se podem criar sons harmónicos com absolutamente (quase) tudo. 70 anos (na altura), e uma vitalidade de adolescente.

Podem ouvi-lo e vê-lo (a ele e ao seu grupo) em actuações ao vivo entrando aqui: é o 4º da coluna da esquerda. Se clicarem no nome, vão parar à sua página oficial: passem o cursor (a mãozinha) pela lista de conteúdos, vão ver que é original ... Há vídeos do You Tube clicando na foto e e em quase todas as palavras sublinhadas (uma delícia, o 'concerto da lagoa', na palavra música! )

pois .. eu sei que era muito mais prático pôr um vídeo aqui :-), mas assim ficam a conhecer uma página cheia de boa música, dedicada a cant(aut)ores lusófonos - digam lá que não é boa ideia?! :-))

a.l.

3 de dezembro de 2008

obrigada ao Zeca

Pelo dia, pelas circunstâncias, pela vida, pela memória, pela saudade, pelos ideais, pela verdade, pela esperança, pelas utopias, pela liberdade:


'a morte saiu à rua', a canção; o pintor, assassinado pela PIDE em 19 de Dezembro de 1961, é José Dias Coelho, pai de Teresa Dias Coelho, a autora de "pain 6", no post Pablo Neruda, "estar vivo".

Em baixo, uma linogravura de José Dias Coelho: a morte de Catarina Eufémia (clicar para ouvir: a canção do Zeca que mais me emociona)

a.l.

Camões: mudam-se os tempos

Num dia em que os Professores portugueses estão em greve, lutando

pela sua dignidade,

pelo direito a ensinarem,

pela sobrevivência da Escola Pública,


Zé Mário Branco e um poema de Luís de Camões:

MUDAM-SE OS TEMPOS




aqui
, uma canção paradigmática : a galopar, de Paco Ibañez

a.l.

Pablo Neruda: 'Estar vivo'

Estar vivo!

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

e.. à propos .. uma citação do Mário Cesariny:
nem sempre os que desistem ou morrem são quem vai mais morto


a imagem é um óleo sobre tela da pintora portuguesa
Teresa Dias Coelho


a.l.

2 de dezembro de 2008

outras músicas: Nina Hagen

Esta é mesmo uma provocação (acho q traduz tb um estado de espírito..) . Mas lá que a sra. tem estilo, isso.. não podem negar!
Então, e só para ossos duros de roer (mais vale ser um cão raivoso.. verdad?) :

Nina Hagen - Naturträne

Há mais NH aqui, e a UTE LEMPER também! (as 2 ao fundo da página)
a.l.

na Y-blogosfera

Chama-se BANANAPHONE (clicar no nome para entrar)

É um blogue fixe, feito por gente fixe: TM, DC e BT.


Escrevem com a inspiração e o desassombro que a sua juventude inspira.
  • fazem concursos
  • atribuem prémios
  • falam dos mais variados assuntos: corriqueiros uns, transcendentes outros, temas quase sempre in-du-bi-ta-vel-men-te sérios (ou nem tanto:-).
  • Tudo muito eivado de filosofia, muito sem tabus de qualquer espécie, e com muito, muito humor, quase sempre corrosivo!:-))


A não perder, como vêem. Em baixo, o link para o último post:


AL

1 de dezembro de 2008

¿ y por que es hoy un día festivo? :-)

... pues, precisamente, porque, si no lo fuera, seguiríamos hablando castellano ...

- quase tudo o que precisam de saber sobre o 1 de Dezembro pulsar, cariños! :-))
- e .. a opinião de um iberista, aqui

besitos, .. e .. bom feriado!
a.l.

Pessoa: Minha pátria é a língua portuguesa

- de tirar o fôlego, por tão bem escrito, um texto de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa: "Bernardo Soares sou eu menos o raciocínio e afectividade"

Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.
Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.
Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. «Fabricou Salomão um palácio...» E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.
Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

a.l.

welcoming December..

Ainda parece domingo, embora o relógio mostre já os primeiros 20 minutos do dia 1 de Dezembro ...
.. e foi nesta passagem da noite que me chegou, da Bélgica (ler comentário no post dos 'Radiohead'), uma pérola em triplo: a música de PJ Harvey, a voz de Thom Yorke e a arte de Trent Parke (clicar no nome para ver imagens lindíssimas deste fotógrafo australiano) .
Dele, a imagem acima, e também uma citação: "I am forever chasing light. Light turns the ordinary into the magical."

Então aqui fica, para todos os românticos incuráveis:

This Mess We're in
- with Trent Parke

letra aqui .. e .. aqui , informação sobre Trent Parke

a.l.