18 de janeiro de 2009

na Finlândia

sistema de Ensino da Finlândia: descubra as diferenças: (*)


Na Finlândia, as turmas têm 12 alunos

Na Finlândia, há auxiliares de acção educativa acompanhando constantemente os professores e educandos

Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores

Na Finlândia, os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados

Na Finlândia, as aulas terminam às 3 da tarde e os alunos vão para casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre

Na Finlândia, o ensino é totalmente gratuito, inclusivamente os livros, cadernos e outro material escolar

Na Finlândia, todas as turmas que têm alunos com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio

Na Finlândia, não se mexe no sistema educativo há 30 anos!

Na Finlândia, não há professores avaliadores, professores avaliados nem inspectores

Na Finlândia , não há professores de primeira e de segunda

Pois é ... 1.º lugar do PISA ... há anos


postado por al

(*) o José Luís Peixoto tb usa : 2 vezes na mesma frase: ando a ler o Cemitério de Pianos

imagem: Artek, um mercado de design

mensagem

Porque somos uma biblioteca de uma escola ..
Porque somos professores e gostamos de transparência ..
Porque achamos que a informação é um direito, e um dever ..

pensamos ser de toda a licitude deixar aqui um documento que nos chegou de várias organizações de professores e que outra intenção não tem para além da de informar e esclarecer.


Aqui fica, então:


"mensagem aos portugueses"

«Os professores vêem-se na necessidade de proceder a formas de luta, depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração na elaboração de várias leis que estão a contribuir para que a confusão e o mal-estar se instalem nas nossas escolas: fizeram abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações – duas das quais com mais de 100 mil professores –, sendo estas formas de luta desenvolvidas ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos.


O que querem os professores?
  • Querem que as escolas continuem a ser geridas democraticamente. Não querem voltar a ter um reitor à moda antiga; Só dando exemplo diário de democracia é possível formar consequentemente para a democracia.
  • Querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional.
  • Querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente, onde o mérito só é premiado em alguns casos.
  • Querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo – em desprezo pelos que estão há anos no terreno – procura impor, ignorando todos.
  • Querem leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas e não a sua constante desautorização e desvalorização por parte do ME.
  • Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias.
  • Não estão a reivindicar aumentos salariais – apesar de a crise ser profunda e o seu grupo profissional, desde há oito anos, ter vindo a ver decrescer o seu salário real. Embora, pelas razões expostas, os professores se vejam obrigados a lutar, irão empenhar-se para garantir a leccionação das matérias previstas.
  • Os professores desejam salientar que não esquecerão os seus alunos e reiteram que esta luta é de todos – pais, alunos e professores – por uma escola pública de qualidade. »

APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino) ; CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública) ; MEP (Movimento Escola Pública) ; MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores) ; PROmova (Movimento de Valorização dos Professores

postado por al

ser Professor .. em Espanha

da Junta da Extremadura: valoración docente

transcrição: "la educación lo es todo!" = a educação é tudo!

e a Espanha aqui tão perto! ..

al

17 de janeiro de 2009

desanuviar

gosto, gosto, como gosto (..!..) de nuvens . .

fevereiro 2008

Janeiro 2009 -1

Janeiro 2009 -2

al

quantos seremos?

QUANTOS SEREMOS?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

Miguel Torga, Câmara Ardente

al
quadro: Alfred Gockel

ser PROFESSOR

Aspectos que toda a gente parece ignorar sobre a profissão de Professor e que será bom esclarecer:

1º. Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa, 1 ou 2 meses no verão..

2º. É a única profissão em que se tem falta por chegar cinco minutos atrasado (5 minutos que equivalem a um tempo, de 45 ou 90 minutos!)

3º. É uma profissão que exclui devaneios do tipo “hoje preciso de sair meia hora mais cedo”, ou o corriqueiro “volto já” justificando a porta fechada em horas de expediente.

4º. É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivação ou quaisquer das 'ronhas' que grassarão, por exemplo, no ME (quem duvida?) ou na transparente AR.

5º. É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar…

6º. É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos – na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo…) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo 'patrão' que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm…, ao espezinhar sistematicamente os seus 'empregados' perante o 'cliente', mais não faz do que inviabilizar a 'venda do produto'!

7º. É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais …

8º. É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, ‘n’ filhos...)

9º. É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção. Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nem falar) e como se não bastasse tudo o que nos é exigido …

10º. ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país!

Assim, é bom que a 'cara opinião pública' comece a perceber por que é que os professores "faltam tanto" – leia-se ‘faltavam’ (*):


Para além do facto de, nas suas "imensas" faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar :

- no acompanhamento de alunos em visitas de estudo,
- em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados,
- para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins , que não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas ,
- ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem em casa, que é o sítio que lhes oferece condições, horas e horas não contabilizadas do obrigatório “trabalho de escola”….

Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam.


Correcção :
as nossas faltas nem sequer são faltas! São dias descontados ao período de férias!

(*) agora praticamente não faltamos: 5 dias/ano de artigo 102 contra os anteriores 12 ou os 24 dias (2 por mês) do antigo artigo 4.º, alguém se lembra? Não faltamos, o que não se traduz necessariamente em maior produtividade, muito menos em mais qualidade:

  • Agora vamos para as aulas, doentes, indispostos, mal dormidos, encharcados em calmantes (sim, em que acham que resulta o stress em que nos têm mantido nos últimos 3 anos?!).
  • Os testes que dantes ficávamos a corrigir (abdicando de dias de férias) demoram agora semanas e semanas a serem entregues aos alunos…
  • Nem temos, sequer, hipótese de ir ao médico, que nos obrigam a repor as aulas (escapamos apenas se estivermos presos, sabiam?) Mais: o nosso médico, que nos conhece há 20 anos, não pode atestar a nossa doença, se não for convencionado!! - aberrante, surrealista..

    E … também há quem, não dando uma única falta, tenha (nas aulas, em casa..) uma ‘rica vida’, acreditem!

al
quadro de Roman Morhardt

16 de janeiro de 2009

incandescências: Angola

Pesquisando no youtube sobre o escritor angolano José Eduardo Agualusa, encontrei este vídeo, que com o autor terá muito pouco a ver (...) Fiquei foi impressionada, com as imagens, com as palavras. E envergonhada, pela ignorância, pela marginalidade em que confortavelmente me mantenho (nos mantemos?), pela cegueira e pela surdez: a este, aos outros todos países de língua portuguesa, a sua História fazendo-se com gritos que ninguém..

No vídeo, pelo hip-hop, denúncias terríveis, e acredito.

Que tudo não permaneça apenas silêncio..

al

a literatura, as paixões: Valter Hugo Mãe

Como se atravessa uma ponte, de regresso ao que, para sempre e inexoravelmente, deixou de ser? Como voltar agora ao caminho tranquilo dos livros ‘normais’, depois de dias e dias passados em fascínio, do outro lado? Depois de ter permanecido padecido perecido, lá onde cada linha é um desafio, um mergulho, um salto no escuro; um ser-se - apaixonadamente; um descobrir-se, desabituado de uma linguagem que nos sacode, e que adivinhamos Lugar, e Nascimento. Construção absolutamente nas margens, e ainda assim perceptível. Revolucionarizante, e apesar disso coerente de códigos e regras.

É assim. Há Autores que nos renovam e nos agitam. Que irremediavelmente nos desassossegam. Que nos fazem, também, sentir pequenos, pequenos, pequenos. Este é Um e chama-se Valter Hugo Mãe.

Dele quis ler “o apocalipse dos trabalhadores”, que li recomendado pelo escritor João de Melo como ‘um livro excepcional’. Esgotado, em toda a parte. Do Autor encontrei então um outro romance, edição de bolso com letra de tamanho minúsculo, mesmo assim irrecusável: “o remorso de baltazar serapião”, ganhador, em 2007, do prémio José Saramago, que o apelida de ‘tsunami’. Citando esse outro Grande Transgressor: «Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando o li. […] Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura

Não vou desvendar enredos, nem deter-me em análises pessoais. Não vou, sequer, referir Cortázar, ou a literatura africana de expressão portuguesa, como influências que, a espaços, me parece descortinar. Deixo-vos com dois excertos, para que possam ajuizar sozinhos, para que (confio ..) em deslumbramento vos cresçam apetites inadiáveis:


« […] nós éramos os sargas, o aldegundes sarga, dos sargas, diziam. ele é sarga, é dos sargas cara chapada. nada éramos os serapião, nome da família, e já nos desimportávamos com isso. dizia o meu pai, o povo simplifica tudo e a nós vêem-nos com a vaca e lembram-se dela, que é mais fácil para se lembrarem de nós e nos identificarem. a vaca era a nossa grande história, pensava eu, como haveria de nos apelidar a todos e servir de tema de conversa quando perguntavam pela mãe, pelo pai, perguntavam pela vaca, magra, feia, tonta da cabeça, sempre pronta a morrer sem morrer. e riam-se assim com o nosso disparate de ter um animal tão tratado como família, e não entendiam muito bem. […]»

«[…] aproximei-me dos dois, grande e imbatível como uma pedra de ódio construída no exercício do meu bom amor, e me pus diante deles tão pequenos. afastaram-se da minha ermesinda que, imóvel, respirou menos, respirou menos, respirou menos, não respirou. a sarga mugiu de modo lancinante. e eu abati-me sobre os dois abrindo lado a lado os braços de punhos fechados. um só golpe certeiro sobre as suas cabeças. um só golpe com a violência da pedra mais furiosa do mundo. sobraram no chão como mais nada ali estivesse. […] »


Notas:
Esqueci-me de dizer: Valter Hugo Mãe não usa maiúsculas – em nada, alegadamente por achar não serem algumas palavras mais importantes que as outras. Mas isso é, apenas, um pormenor, e absolutamente despiciendo.

- tem uma página web, onde se pode ler uma autobiografia deliciosa:
aqui
- um blogue: casadeosso
- está também aqui, juntamente com outros dois prémios J. Saramago

al

14 de janeiro de 2009

Le Cool Magazine

Se calhar estão fartos de conhecer, não?! Pois então esqueçam o post, não precisam de ler mais..

Não sendo o caso..

«a le cool magazine é uma revista semanal gratuita online, que apresenta uma selecção de exposições, concertos, d.j. sets, exibições de filmes antigos, peças de teatro e uma série de outros eventos culturais e de entretenimento. A le cool é também um guia de lojas, restaurantes, bares e outros locais de ócio, sem serem necessariamente trendy, apenas com qualidade e que valham realmente a pena.»


Para terem uma ideia, copiei 2 notícias (integralmente), sobre exposições que decorrem agora em Lisboa:

1.
Exposição Actos Isolados
Para quem ainda não sabe, o Espaço Avenida é um primeiro andar-galeria de raiz plantada na Avenida da Liberdade e, hoje em dia, uma referência no meio artístico lisboeta. O ambiente quer-se informal e “desconstrangido” por isso é cada vez mais popular entre as últimas gerações de artistas . A partir de hoje vai acolher a exposição colectiva Actos Isolados, onde estarão presentes obras de 15 artistas nacionais emergentes. Aqui podemos encontrar propostas exploradas nos mais diversos meios (entre os quais desenho, escultura, instalação, pintura e vídeo) que usufruem das características e potencialidades deste amplo espaço. Pilar

onde: Av. Liberdade, nº211, 1º ;
quando: Ter a Dom das 15h às 20h - até 27 de Jan ;
quanto: Entrada Livre

2.
Exposição A Intuição e a Estrutura
“Torres-García – uma Torre branca, negra, cinzenta, azul-cobalto, vermelho terra, escadas e relógios, um mundo severo e alegre; um mundo onde eu entrei em 1929 e onde ainda hoje continuo a morar” foi assim que Vieira da Silva descreveu o mundo de Torres-García, em 1975. E é também este mundo carregado de humanismo e sensibilidade que a exposição nos convida a viver em “La Guerre” (1949), de Vieira da Silva ou em “Estructura a Gris” (1938) de Torres-García. Do abstraccionismo à figuração, Torres-García e Vieira da Silva procuram a arte universal. A exposição surpreende-nos ainda com um documentário em que Arpad, de cigarro ao canto da boca, nos revela segredos das suas vidas em Paris, Lisboa, Bordéus, e Vieira da Silva confessa o esquecimento de algumas pautas musicais… Só até dia 15 de Fevereiro no Museu Berardo. Não faltes! Felisa

onde: Museu Berardo, CCB Praça do Império ;
quando: Todos os dias das 10h às 19h Sex até às 22h ;
quanto: Entrada Livre


interessados?
Subscrever
aqui a Le Cool


postado por al

a tua música: Megadeth

Por sugestão do João (IST, 1º ano), que agora deve andar ocupadíssimo a estudar para os exames : «um vídeo acústico da banda Megadeth, que já vendeu mais ou menos 20 milhoes de álbuns em todo o mundo, e que foi formada em 1983 pelo vocalista, guitarrista e compositor principal, sr. Dave Mustaine, o único membro original que ainda faz parte da banda. Só por terem o cabelo comprido nao quer dizer que sejam uns burros. Isto é gente muito culta :D »

Megadeth - A Tout Le Monde (unplugged)

Megadeth faz parte do Big Four of Thrash, juntamente com Metallica, Slayer e Anthrax. (da wikipédia - mais informação aqui)

al

9 de janeiro de 2009

coerências, re(de?)sistências

um dia depois de, no parlamento, terem sido, de novo, 'chumbadas' as propostas de suspensão do presente modelo de avaliação de professores, a palavras a duas Pessoas verticais:

Sophia de Mello Breyner, Este é o tempo:

Este é o tempo
Este é o tempo

Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura

Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura

Este é o tempo em que os homens renunciam.


José Afonso, Os Eunucos:

Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais

Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos haréns os principais
E quando os mais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos, pedem mais

Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais

Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos, pedem mais!

al

1 de janeiro de 2009

New Year's Day

U2 é uma banda irlandesa de rock, formada no ano de 1976 e composta por Bono Vox como vocalista e guitarrista; The Edge na guitarra, piano, voz e baixo; Adam Clayton no baixo e guitarra e Larry Mullen Jr. na bateria. Os U2 são uma das mais populares bandas de rock do mundo desde a década de 80.
site oficial da banda aqui.


U2 - New Year's Day

f.n.

24 de dezembro de 2008

livros para os mais novos

O meu último post deste ano, que mañana me voy .. :-) - e mais uma sugestão de livros, desta vez para crianças. O meu 'eleito' é António Torrado, um escritor português cujo sítio, na net, (ao que me contaram) chegou a ser objecto de investigação, tão incrivelmente elevados eram os números de acesso à página. Para enorme surpresa dos cibernéticos investigadores (calculo), tratava-se, afinal, de um sítio onde, todos os dias, se conta uma história! O link para a página, que se chama "HISTÓRIA DO DIA", está aqui.

Em baixo, não deixem de ver o vídeo!! só para vos abrir o apetite: «O que eu pretendo é que a escrita não seja muito escrita, muito penteada. Porque nós, quando falamos, falamos às vezes um tanto despenteadamente

António Torrado numa escola

« O vir às escolas, para mim, é tão estimulante como tomar vitaminas.»

António Torrado é por excelência um contador de histórias. Foi galardoado com o Prémio Calouste Gulbenkian de Livros para Crianças (1980), o Prémio de Teatro Infantil da Secretaria de Estado da Cultura (1984), o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças (1988), entre muitos outros. Alguns dos seus livros foram incluídos na Lista de Honra do IBBY – Internacional Board on Books for Young People –, nos anos de 1974 e 1996. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, “Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de Abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil.”

e no Portal da Literatura (clicar), uma extensa lista de livros deste autor.

Boas escolhas! Boas Férias! Boas Leituras!

al

the miracle

uma bela canção, que bem poderia ser de natal .. dos míticos Queen, e uma homenagem a esse fenomenal talento que deu pelo nome de Fred Mercury:


Queen - The Miracle (Freddie Mercury Tribute)

  • Every drop of rain that falls in Sahara Desert says it all / It's a miracle /
  • All God's creations great and small /
  • The Golden Gate and the Taj Mahal / That's a miracle /
  • Test tube babies being born /
  • Mothers, fathers dead and gone / It's a miracle /
  • We're having a miracle on earth / Mother nature does it all for us /
  • The wonders of this world go on /
  • The hanging Gardens of Babylon /
  • Captain Cook and Cain and Able /
  • Jimi Hendrix to the Tower of Babel / It's a miracle ... /
  • one thing we're all waiting for is peace on earth - an end to war / It's a miracle we need - the miracle / The miracle we're all waiting for today /
  • If every leaf on every tree could tell a story that would be a miracle /
  • If every child on every street had clothes to wear and food to eat / That's a miracle
  • If all God's people could be free to live in perfect harmony / It's a miracle
  • We're having a miracle on earth / Mother nature does it all for us /
  • Open hearts and surgery (wonders of this world go on) /
  • Sunday mornings with a cup of tea /
  • Super powers always fighting /
  • But Mona Lisa just keeps on smiling / It's a miracle
  • That time will come one day you'll see when we can all be friends (x4)

al

a tua música: Led Zepelin

A pedido do Aldo (10.ºB),

Led Zeppelin: Stairway to heaven

  • site oficial da banda, com mais música, aqui
  • e aqui, a letra de Stairway to Heaven

al

23 de dezembro de 2008

Mikhail Bulgakov: Margarita e o Mestre

Margarita e o Mestre (clicar para ver resenha crítica, resumo e informações sb o autor) foi-me recomendado por uma amiga. O autor, Mikhail Bulgakov (1891-1940) é um romancista e dramaturgo russo da primeira metade do século XX, e Margarita e o Mestre a sua obra mais emblemática. Há quem diga que o Realismo Mágico, cujo início é assinalado por Cem Anos de Solidão, esse livro maior de Gabriel García Márquez, terá sido antecipado (em cerca de 3 décadas) por esta obra prima de Bulgakov.
Pesquisando sobre o autor e este livro, fiquei com imensa vontade de lê-lo. Ora vejam se não vos apetece, também:

o autor: Bulgakov viveu sob o regime de Estaline (...) Em segredo e com o constante temor de ser descoberto, trabalha no manuscrito de Margarita e o Mestre (...) Existe, à época, o termo "bulgakovismo", encarado como um vírus burguês, decididamente pernicioso.

a estória: No centro histórico de Moscovo, no Parque do Lago do Patriarca, um poeta medíocre e um dirigente da MASSOLIT (sigla irónica, que significa literatura de massas, parodiando as associações de escritores do regime) discutem a não existência de Cristo. No banco ao lado, aparece o diabo, na figura de um mágico, Woland (...)
Travamos depois conhecimento com a versátil corte do diabo, de onde emerge a corrosiva sátira política e social que este romance também é, embora a história se centre no amor entre Margarita e o Mestre.

Margarita é uma dama casada e aparentemente bem estabelecida na sociedade, mas profundamente infeliz, até que conhece o Mestre, um escritor desconhecido por quem se apaixona perdidamente. Quando este mestre sem nome é levado (sem que ela saiba) para uma clínica psiquiátrica, depois de ter queimado um manuscrito, Margarita não se conforma (…)

Invertendo o mito de Fausto, Bulgakov põe a sua personagem a oferecer a alma ao diabo para reencontrar o amado e recuperar o manuscrito. Margarita transforma-se em bruxa ...

fontes:
Mil Folhas, artigo de Alexandra Lucas Coelho
(muito interessante)

blogue 'stranger in a strange land', de Safaa Dib: "descobri Mikhail Bulgakov graças a uma curiosa canção (*)dos Franz Ferdinand, em que Margarita voa pelos céus de Moscovo, em busca de vingança pelo seu amor. "

aqui, a música (*) : Love and Destroy .. e a letra, aqui

al

22 de dezembro de 2008

livros no natal: série Roma sub-rosa

Se tiverem mesmo de comprar prendas de natal (... sim, que tb há quem já tenha optado por dizer não à febre consumista que define esta época ... :-)) , oferecer livros será sempre uma boa opção. Os que aqui vos propomos vão, com certeza, agradar-vos:
O 'herói' é Gordiano, O Descobridor. A época vai (mais ou menos) de 100 a 50 anos a. C., na Roma antiga. O escritor, americano, chama-se Steven Saylor e é também historiador. A série: ROMA SUB-ROSA, um conjunto de romances empolgantes, que, por entre obscuros meandros de intriga, mistério, paixões, assassinatos, suspense, nos vão suavemente passando umas interessantíssimas lições de história.
O primeiro volume desta colecção chama-se Sangue Romano e está normalmente esgotado, mas cada romance é uma história independente, pelo que qualquer livro desta colecção será um bom princípio para conhecer Gordiano e as suas aventuras.

E depois, sabem como é, quando se espera ansiosamente a publicação de um novo livro? Pois assim é esta série. Absolutamente viciante! Vão aprendendo o nome do autor: Steven Saylor, again, e preparem-se para engrossar a já vasta lista de fãs. Não esqueçam: Roma sub-rosa, o nome que interessa fixar - ou, em alternativa, o de cada um dos 12 volumes (por ordem cronológica) :

  • Sangue Romano
  • A Casa das Vestais
  • Um Gladiador só morre uma vez
  • O Abraço de Némesis
  • O Enigma de Catilina
  • O Lance de Vénus
  • Crime na Via Ápia
  • Rubicão
  • Desaparecido em Massília
  • Névoa de Profecias
  • A Sentença de César
  • O Triunfo de César

al

21 de dezembro de 2008

outras músicas: The Doors


The Doors (clicar para ver site oficial) foi uma banda de rock americana dos fins da década de 1960 e princípio da década de 1970. O grupo era composto por Jim Morrison (vocal), Ray Manzarek (teclado), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria).

The Doors - Waiting for the Sun

f.n.

20 de dezembro de 2008

Julio Cortázar (2) - Rayuela

Rayuela significa 'jogo da macaca' (em português do Brasil, 'jogo da amarelinha'). A editora Cavalo de Ferro, que publicou este livro de Julio Cortázar, deu-lhe o nome de 'O Jogo do Mundo' e publicitou-o assim:
A publicação de «O jogo do mundo» (Rayuela) em 1963 foi uma verdadeira revolução no romance mundial: pela primeira vez, um escritor levava até às últimas consequências a vontade de transgredir a ordem tradicional de uma história e a linguagem usada para a contar. O resultado é este livro único, cheio de humor, de risco e de uma originalidade sem precedentes.
Considerado o romance que melhor retrata as inquietudes e melhor resume o Século XX na visão latino-americana do mundo(...) , gerações de escritores são, de uma maneira ou de outra, devedoras de «O jogo do mundo»

noutro post fizémos referência às transgressões de Cortázar, presentes neste romance. Queremos deixar aqui, agora, um excerto que vos leve a entendê-lo, a querer-lhe para além (ou apesar) delas.. e, acreditem, seleccioná-lo, abdicar de uma imensa lista de excertos, ñ foi fácil.. aqui fica, então, a Poesia de Cortázar :

Toco a tua boca.
Com um dedo, toco a borda da tua boca, desenhando-a como se saísse da minha mão, como se a tua boca se entreabrisse pela primeira vez, e basta-me fechar os olhos para tudo desfazer e começar de novo, faço nascer outra vez a boca que desejo, a boca que a minha mão define e desenha na tua cara, uma boca escolhida entre todas as bocas, escolhida por mim com soberana liberdade para desenhá-la com a minha mão na tua cara e que, por um acaso que não procuro compreender, coincide exactamente com a tua boca, que sorri por baixo da que a minha mão te desenha.

início do capítulo 7, "O Jogo do Mundo", Julio Cortázar

al

Family Guy: um momento de humor

Family Guy é uma sitcom de animação americana. Ao que me disseram (*) passa na Fox .. deram-ma a conhecer pelo You Tube e achei .. do melhor. Aqui fica, então, um episódio. Divirtam-se.

Family Guy - Undecided Voters

(*) ñ se escandalizem, é que eu não vejo televisão..:-))

al