espaço de comunicação
com alunos,
professores
e mais quem 'venha por bem' - Escola Secundária António Gedeão
Agrupamento de Escolas António Gedeão - ALMADA
Diana Carvalho 7º E Maria Almeida 7º A Miguel Barreira 9º F Miguel Pessanha 7º A Tiago Pinto 9º F Daniela Mateus 7º A Lucas 9º C Francisco Carvalho 7ºA Inês Bras 8º D Inês Lopes 10ª A Mariana Soares 8º D Diogo Leitão 7º D Rita Carvalho 7º A Tiago Vidal 9º A Catarina Prudêncio 7º E João Carmo 8º B Maria Beatriz 8º D Sara Pereira 7º A
Podes consultar, quinzenalmente, neste espaço ou na Biblioteca o TOP 10 deste Concurso.
Este ano há prémios por período, para o melhor aluno.
Para desanuviar das canções (:D), outra música, agora: a da poesia.
O Eugénio de Andrade é, talvez, o meu poeta preferido ... Podem ler/ver mais coisas dele [têm de o procurar e seguir os links] - aqui
Vejam se gostam e deixem um comentário, ok, sweeties?:D
E ... sugiram também poetas, romancistas, livros, gente de ideias !!
AS PALAVRAS
São como um cristal, as palavras. Algumas, um punhal, um incêndio. Outras, orvalho apenas. Secretas vêm, cheias de memória. Inseguras navegam: barcos ou beijos, as águas estremecem. Desamparadas, inocentes, leves. Tecidas são de luz e são a noite. E mesmo pálidas, verdes paraísos lembram ainda. Quem as escuta? Quem as recolhe, assim, cruéis, desfeitas, nas suas conchas puras?
URGENTEMENTE
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar a alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Se gostaram, podem ler mais poemas aqui ... e ... aqui
A ver se damos vazão a todos os vossos pedidos de música... E não se esqueçam, ponham as sugestões nos posts mais recentes, para nós não as 'perdermos de vista', OK?
Então hoje, aqui vão duas!
- a primeira, a pedido do Tiago Martins, do 12.ºC: SUPERTRAMP (segundo ele, a melhor banda de todos os tempos), aqui «numa espantosa interpretação ao vivo». So... ladies and gentlemen ... by the Super!!!-tramp !!! (clapping, screaming - please..)
É um livro apaixonante, daqueles por que [assim mesmo, separado= pelos quais] apetece regressar a casa … O romance (que já vai na 36ª edição) chama-se “A Catedral do Mar” e o seu autor, um espanhol, leia-se,... catalão :-) de Barcelona: Ildefonso Falcones
Falcones faz um retrato empolgante de uma Catalunha medieval assolada por conflitos feudais, pela guerra, a peste, a inquisição… Os personagens principais acabam por ser o Povo – sofrido e ao mesmo tempo heróico, e a sua cidade condal, Barcelona, que, como uma mãe, acolhe e dá estatuto de cidadãos livres a quantos se refugiam no seu seio.
OK guys, take it easy! Pois é, os pedidos de vídeos e músicas favoritas têm chovido aqui no blog... por isso vos pedimos paciência... Queremos dar notícia também de outras coisas!! Compreendem, não é? Los livros, cariños, las lecturas, por ejemplo!:-)) Que tal está o vosso espanhol, a propósito ?? Querem aprender umas coisitas? - cliquem aqui.
Pois então, a função deste blog: publicitar os vossos gostos, aprender convosco, e ao mesmo tempo, trazer-vos tb coisas novas, coisas que, em princípio, não irão procurar sozinhos ... numa palavra (em 6/7, enfim..): vamos aprender uns com os outros, 'tá?
Substituindo Guns 'n' Roses, que já aqui esteve em vídeo (*), e a pedido do Eduardo Guerreiro, do 10.ºB, STRATOVARIUS, uma banda finlandesa (já extinta) de 'power metal': (1984-2008)
Hunting high and low
(*) Guns'n'Roses, "Welcome to the jungle" , está agora aqui
Pois é, estamos muito contentes com o sucesso recente deste blogue, com as vossas vindas aqui, os comentários, os incentivos, as sugestões ... Obrigada a todos.
A 'rubrica' mais procurada tem sido a da música , mas esperamos que tenham dado conta, também, de outros posts, nomeadamente os dedicados à literatura - deram, não deram?! :-)
A propósito, sabem que na Islândia (o país da Björk) há um dia por semana reservado para a leitura? É verdade, sim!! À 5ª feira, nenhuma estação televisiva transmite, para que as pessoas possam ler (bons livros, claro, revistas de fofoquices não contam!! :-))
Pois ... é um incentivo que por lá adoptaram (o% de analfabetos) , e um favor que fazem à população :-) - para que ninguém 'embruteça' de vez colado à tal "caixa que mudou o mundo"... ora vejam, em cima, a recriação de um quadro do norueguês Edvard Munch, intitulado O Grito (clicar para ver o original)
(agência Lusa): Jean-Marie Gustave Le Clézio, de 68 anos,foi no dia 9 de Outubro distinguido pela Academia Sueca com Prémio Nobel da Literatura 2008.
Le Clézio receberá a medalha e o diploma das mãos do Rei da Suécia, Carlos Gustavo, a 10 de Dezembro, em Estocolmo, e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (1,02 milhão de euros).
O júri justificou a atribuição do prémio ao autor francês caracterizando-o como um "escritor da ruptura, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade mais além e na base da civilização reinante".
Le Clézio, que é considerado em França um dos maiores escritores da língua francesa contemporâneos, 'bateu' nomes altamente cotados, como o americano Philip Roth e o britânico Ian McEwan.
"Escrever não é apenas ficar sentado na sua mesa consigo mesmo, é escutar o ruído do mundo. Quando se está na posição de escritor, percebe-se melhor o ruído do mundo, vai-se de encontro ao mundo", disse o autor, que reside no Novo México e é um apaixonado pela cultura hispano-americana.
E aproveitou a janela aberta pelo Nobel para recomendar a leitura de romances como antídoto para os problemas que afectam a humanidade, por exemplo, a crise económica com "a tendência excessiva de destacar o perigo que representam os estrangeiros".
"Ler romances é uma boa forma de interrogar o mundo actual sem que o resultado sejam respostas demasiado esquemáticas. O romancista não é um filósofo, não é um técnico da língua, é alguém que faz perguntas e, se há uma mensagem que gostaria de enviar, é a de que devemos fazer perguntas", disse Le Clézio.
A pedido do primeiro aluno (DC, 10.º ano) que deixou um comentário no post 'Back to Black', aqui fica um vídeo dos Metallica, e a música "Turn the page":
Escreve para o blog (deixa uma msg no post mais recente) se queres ver as tuas músicas favoritas online!
Lisboa, 04 Out (Lusa) -- O escritor Mário de Carvalhovenceu o 'Premio Internazionale Città di Cassino', atribuído ao seu livro "Os Alferes", publicado pela Caminho em 1989 e recentemente editado em Itália, com o título "I Sottotenenti".
Já no ano anterior Mário de Carvalho fora galardoado com outro prémio literário italiano, o 'Giusepi Acerbi', dessa vez pelo belíssimo romance "Um deus passeando pela brisa da tarde".
Voltaremos a este escritor presto, presto, na nossa rubrica 'A literatura, as paixões'.
Numa altura em que a chamada 'prosa light' prolifera pelas livrarias como maçãs envenenadas, vamos aqui, periodicamente, dedicar alguns posts à divulgação, sim, mas da boa literatura.
E ... gracias! - aos bons autores e aos bons livros, que nos preenchem: de sonhos, de sombras, e de vida ...
Comecemos, então, pelo senhor ao lado: João de Melo (além de escritor, também professor, actualmente Conselheiro Cultural na Embaixada de Portugal em Madrid e principal responsável pela Mostra da Cultura Portuguesa)
João de Melo é um mago das palavras, que entretece com uma mestria rara (muito rara..), num registo intimista e quase sempre comovente. Escreve como se, sussurrando ao ouvido do leitor, se confessasse . Ou como se compusesse música: às vezes uma sinfonia, uma sonata (- appassionata...) , às vezes um requiem.
A sua prosa é intensamente poética, de uma sensibilidade primordial, à flor da pele. Mesmo quando, “um cão revolvendo-se-lhe no estômago ou nos pulmões”, se entrega - inteiro, desnudo, ao relato de experiências terríveis - vividas ou imaginadas. É assim, por exemplo, no conto “A Esposa”, mas sobretudo nesse inigualável “Autópsia de um Mar de Ruínas”: um romance visceral, 'dorido e doloroso', a um tempo belo e cruel. A palavra em carne viva, a memória enferma da guerra colonial em Angola, onde (citando Nuno Bragança) "foi - para salvar vidas." Um livro que dói como uma perda, ou uma pedra. Um livro que não conseguimos - que não podemos - deixar de ler.
Depois ... em João de Melo há também Lisboa, a cidade onde viveu grande parte da sua vida – uma cidade que ele vê em arco, onde 'é' ..."O Homem Suspenso". E há Évora, que ama 'como a si mesmo'. Há as ilhas. E as frágeis criptomérias, sempre tão carentes de amor … E há o mar (oh, sim, o mar!...) : o branco, dos Açores, o de Madrid, do seu último romance, e sobretudo, o outro, do conto “O Gémeo e a Sombra”. Do mais bonito que alguma vez li…
Então..? Imperdoável não conhecer este escritor, verdad ? Peçam-no aqui, na biblioteca, perguntem por ele na Fnac, nas livrarias da Baixa, na Byblos (conhecem? - boa oportunidade para uma visita, não? Fica em frente às Amoreiras, em Lisboa).
Para quem ainda não tenha dado conta (e porque se calhar até será útil aos alunos desta escola...), aqui fica, de novo, o URL para entrada nas várias páginas sobre escritores, cantores, pensadores, etc - portugueses e lusófonos: http://www.malhatlantica.pt/lestrangeiras_esag/navegar_e_preciso.htm
Pois, este tipo de cegueira afecta sobretudo os 'pobres de espírito' ou, como diz o próprio Saramago, "a estupidez não escolhe entre cegos e não-cegos" ...
Aconteceu nos EUA como podia ter acontecido por cá ... José Saramago gerando polémica, mais uma vez. Por mim, acho até bom - é a separação das águas ... porque isto do pensar, realmente, é prática muuuito selectiva, cada vez mais arredada dos nossos quotidianozinhos. Eu, no seu lugar, não me dava sequer ao trabalho de responder. E não, não tem nada a ver com qualquer forma de discriminação óbvia. Só contra a estupidez: a dos americanos (proverbial-, sintomaticamente encarnada na figura do seu quase, quase ex-presidente) - e a dos outros.
"Isto não é uma polémica", referiu Saramago, "é uma reacção de mau humor. Porque para existir uma polémica, são precisos dois interlocutores". E, neste caso, trata-se de uma associação de invisuais que "decidiu ter uma opinião sobre um filme que, infelizmente, não pôde ver". Para o escritor, tanto o livro como a sua adaptação cinematográfica "são perfeitamente actuais, sobretudo nestes dias agitados que se vivem nos Estados Unidos". (in Sic Online)
sobre o romance que deu origem ao filme:
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." Palavras de José Saramago, na apresentação pública do seu romance 'Ensaio sobre a Cegueira':
"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."
Ver o resumo da obra aqui(se a página ñ abrir logo, clicar nas setas de actualização)
O filme, que conta com a interpretação de Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael García Bernal, foi apresentado pela primeira vez em Maio, na abertura do Festival de Cinema de Cannes e em Portugal tem estreiamarcada para 13 de Novembro.
A celebração faz-se por toda a Europa, no dia 26 de Setembro.
Porque ... conhecer línguas estrangeiras é abrir caminhos, derrubar fronteiras, alargar horizontes e, sobretudo, aproximar-se do outro ... e conhecê-lo, compreendê-lo, aceitá-lo -- descobrindo-o, quem sabe, ainda que diferente ... em tantas coisas, tão surpreendentemente igual ... Na ESAG, o dia foi assinalado por uma exposição de cartazes e T-shirts (pintadas-ou 'handwritten') com provérbios, frases coloquiais ou expressões idiomáticas.
Os animadores foram os alunos das turmas 9.º C e 10.º B
Estejam atentos, em breve será publicada a reportagem fotográfica ! :D - na página do Departamento de Línguas (wherelse?! :-))- URL em baixo, se quiserem ver: http://www.malhatlantica.pt/lestrangeiras_esag/
Para já, acima, uma amostragem das obras de arte - antes (10.ºB) e depois (9.ºC)
Olá!! Pois é, estamos (finalmente) de volta! - e com uma canção da Amy Winehouse, essa força da natureza sempre à beira da ruptura que este verão passou pelo Rock in Rio e que, ao que ouvi, conquistou quantos, apesar de tudo, nela conseguiram vislumbrar o génio.
A voz quente, magnífica, às vezes negra, da Amy Winehouse, os arranjos entre a soul music e o R&B, com insinuações de jazz aqui e ali, fizeram dela a performer consagrada que já (ainda) é. Tudo ajudado pelo visual único, sedutor, mais aquela loucura primordial, assumida e absoluta. No cinzentismo dos tempos que correm, uma lufada de ar fresco, ainda que etilizado... :-)
Pois é, mais um ano que está a chegar ao fim... A biblioteca da ESAG orgulha-se de ter contribuído para a divulgação da nossa cultura e dos nossos escritores - através das exposições, do campeonato de leitura, das leituras expressivas, da semana da leitura e do concurso dela recorrente, que tantos adeptos ganhou: novos frequentadores, quem sabe, novos leitores ...
Especialmente gratificante foi termos podido contar com a ajuda (empenhada, persistente, generosa) dos nossos alunos monitores.
Com eles aprendemos - todos - através do que, em última análise, se traduziu no mais puro exercício de democracia: participada, responsável, interventiva. Assim são os jovens - muitos e muitas vezes.
Um objectivo último, este: sentir a escola, os seus espaços - nossa - numa relação preferencialmente de afectos - de dar e receber, diariamente interagindo, construindo-nos (ela, nós) vivos, despertos, e humanizados.
Há uma novidade 'dentro' do Dpt de Línguas Estrangeiras, agora em vias de se transformar num 'mega-departamento': o das Línguas. Todas elas crescendo, lado a lado, cada uma pulsando, viva, por direito próprio...
As novas páginas são uma mostra de cultura lusófona através de pessoas especiais - em várias áreas, da poesia à música, passando pelas artes
Esperamos que gostem e que tirem dela algum proveito...
Está aqui(clicar para aceder à página de entrada, com poemas e uma carta linda, linda..)
Hoje, Dia da Escola, as turmas A, C e D do 9.º ano e o Grupo de Teatro deram a conhecer a alunos, professores e pais o resultado do seu trabalho através de 2 peças: "O 10 magnífico", e "Os Saltimbancos".
Pena que a escola não disponha de um espaço com melhores condições ... Estes actores (como os de anos anteriores) bem que já o mereciam!
Comemora-se na próxima 6ª feira o dia da escola, na ESAG. Aqui vai o programa das festas:
Actividades diversas
de manhã:
8.30 — “Ler é Saber” — Finalíssima– Pav. E sala 2 9.00 — “Doar Sangue” – Pav. E salas 5 e 6
9.30 — Leituras Expressivas – na Biblioteca
10.00 — Laboratório Aberto de Biologia ( 10h-12h; 14h-16h) — Laboratório Aberto de C. Naturais – E8 (10h-12h; 14h-16h) — Jogos Tradicionais ( Junto ao ginásio—10h-13h30min)
10.15 — Pedi-Paper : “Jovem Aprendiz de Cientista”(10h-12h00)
12h 00 m — Teatro “ Cravo de Abril” Sala D1
..................................
à tarde:
15. 30 — Teatro (no Ginásio): apresentação dos trabalhos finais das Turmas de TEATRO e do GRUPO de TEATRO:
O 10 MAGNÍFICO (9.ºA) ; Os SALTIMBANCOS (9.ºC / D)
Dia da Filosofia/ Psicologia — Sala E4
FEIRAS
▼Feira de Minerais—Todo o dia—Pav. H ▼ Feira das Empresas—Frente ao Pav. E—10h-12h ▼ Feira dos Sabores / artesanato—(pátio ) - CP animação cultural
EXPOSIÇÕES
Escrever a Partir de Miguel Torga—Pav. H—Átrio Superior
Apesar dos aguaceiros, foi divertido ... As 39 equipas inscritas deram o seu melhor, como pode ver-se pelas fotos constantes do site abaixo (Departamento das Línguas)
Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas. Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.
Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia.
O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si. in: http://europa.eu/abc/symbols/9-may/index_pt.htm
Decorre até ao dia 14 de Maio a entrega de poemas subordinados ao tema "O COMBOIO".
Os alunos interessados em participar neste concurso poderão inspirar-se em imagens (sobre comboios) que serão projectadas na biblioteca durante o intervalo grande da manhã. Houve já 2 projecções em Abril (dias 16 e 18) e em Maio, no dia 7. A última projecção terá lugar na próxima 6ª feira, dia 9.
Divulgação dos vencedores e entrega dos prémios no Dia da Escola, 23 de Maio.
Em finais do século XIX, com o início da industrialização, começaram a aparecer novos problemas relacionados com o trabalho. O Papa Leão XIII dá conta do "temível conflito" que se estava a gerar "entre o mundo do capital e o do trabalho" dando lugar a uma situação de "miséria imerecida" (encíclica "Rerum Novarum", 15-05-1891).Um dos principais problemas que atingiam os operários era o horário de trabalho. Trabalhava-se de sol-a-sol, como os agricultores.
Alguns reformadores sociais já tinham proposto, em várias épocas, a ideia de dividir o dia em três períodos: oito horas de trabalho, oito horas de sono e oito horas de lazer e estudo, proposta que, como sempre, era vista como utópica pelos empregadores. Com o desenvolvimento do associativismo operário, e particularmente do sindicalismo, a proposta da jornada de oito horas tornou-se um dos objectivos centrais das lutas operárias e também causa de violentas repressões e de inúmeras prisões e até morte de trabalhadores.
Os "Mártires de Chicago"
No 1º de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (Estados Unidos da América), tal como de muitas outras cidades americanas, foram para a rua, exigindo o horário de oito horas de trabalho por dia. No dia 4 de Maio, durante novas manifestações, uma explosão serviu de pretexto para a repressão brutal que se seguiu, que provocou mais de 100 mortes e a prisão de dezenas de operários. Este acontecimento, que ficou conhecido como os "Mártires de Chicago", tornou-se o símbolo e marco para uma luta que, a partir daí, se generalizou por todo o mundo.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.
Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.
A crónica começa assim: «Há vinte anos» (agora seriam 34!!!) « em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico.» (...)
No vídeo abaixo, imagens do 'Portugal anacrónico' , resultado da ditadura de Salazar e da 'filosofia' dos 3 Fs: Fado, Futebol e Fátima - "O povo quer-se analfabeto"...
Queixa das almas jovens censuradas
letra: Natália Correia; música e voz: José Mário Branco
Depois, vem o relato dos acontecimentos que foram precursores daquela que viria a ser conhecida como "A Revolução dos Cravos" - começando no dia 22 de Fevereiro de 1974, em que é publicado um livro decisivo, até às 22:55 de 24 de Abril, em que « ... uma canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho, marca o início das operações militares contra o regime. »
É, no entanto, outra canção, também ela usada como código pelos capitães revoltosos, que virá a tornar-se num dos símbolos da Revolução: Grândola Vila Morena, de José Afonso:
vídeo de Zeca Afonso no Coliseu (29 de Janeiro de 1983)
quando já estava muito doente (última aparição num espectáculo)
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO) nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929. Morreu no hospital de Setúbal, na madrugada de 23 de Fevereiro de 1987.
Zeca - por ele próprio:
«Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão seja a que nível for.»
«Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político, como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alíbis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta.»
«Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de ‘homenzinhos’ e ‘mulherzinhas’. Temos é que ser gente, pá! »
em entrevista publicada originalmente no semanário Se7e de 27.11.1985
Poucos foram os grandes nomes da cultura portuguesa que escaparam ao crivo da censura repressiva. Uma lista enorme de autores, onde constam alguns dos maiores vultos de sempre da nossa cultura, foi divulgada logo a seguir ao 25 de Abril de 1974 pela Comissão Directiva da Associação dos Editores e Livreiros Portugueses.
Apesar de a censura não se aplicar directamente aos livros, estes eram com facilidade retirados do mercado e os seus autores ou editores sujeitos a castigo.
Foi o que aconteceu ao grande escritor Aquilino Ribeiro. Em 1959, com 74 anos de idade, o maior romancista português do seu tempo vê-se perante a barra do Tribunal, indiciado num processo por delito de opinião, em que a pena de prisão poderia ir até oito anos. Isto por ter publicado o romance Quando os Lobos Uivam, onde retratava uma realidade da vida camponesa, na Serra da Estrela, que desagradou ao regime de Salazar.
Para Heliodoro Caldeira, advogado de Aquilino Ribeiro nesse famoso processo e, também ele, um homem habituado nas lides do combate contra a ditadura, o caso explicava-se em meia dúzia de palavras, conforme teve oportunidade de expor aos autos de defesa do seu constituinte, onde, a dado passo, afirma o seguinte:
Através do presente processo, mais do que provar umas pretensas ofensas a tais e tais pessoas ou denunciar um ataque a certa estrutura política, o que parece procurar-se é coarctar o direito de um escritor fazer qualquer obra de ficção em que por transposição imaginativa tome posição acerca dos problemas que respeitem ao meio em que está integrado.
Quer dizer, pretende-se relegar o artista à situação de simples escrevinhador de histórias, que não têm outra função senão a de divertir o bom burguês satisfeito com a vida e com omundo. Acabar-se-á de uma vez para sempre com a liberdade de pensar, e ninguém pense mais em emitir juízos quanto à sociedade em que vive, passando todas as estruturas a ser inatacavelmente perfeitas, e nelas tudo correndo panglóssicamente pelo melhor. Seria o último estádio de um lento processo com o fim de esmagar toda e qualquer manifestação de inteligência, de aniquilar o indivíduo como ser pensante e de o acorrentar bovino e passivo ao arado de que o Poder segura a rabiça. A obra literária, tornada meio de embrutecimento e de nirvanação, iria caindo aos poucos num formalismo académico, num anedotário para bacocos, todas as formas destituídas, a preceito, de conteúdo. E adeus literatura, adeus cultura, adeus personalidade nacional!
Episódios como este, passado com Aquilino Ribeiro, davam para encher páginas e páginas contando situações vividas por outros nomes da craveira intelectual do grande mestre do romance Quando os Lobos Uivam. Alguns estão ainda vivos. E muitos são aqueles que, com maior ou menor impacto, conheceram a violência da censura no seu pensamento escrito, quando, não mesmo, a violência da brutalidade física na sua carne e na sua dignidade.
Foi o símbolo de uma época. O “lápis azul ” riscou notícias, fados, peças de teatro e livros, apagou anúncios publicitários, caricaturas e pinturas de parede.
Sendo proibida qualquer referência ao material censurado, poucas foram as oportunidades de ver o que se perdeu. A exposição “O Lápis Azul: A Censura do Estado Novo”, mostra uma pequena parte desse espólio. Mas ilustra o grande alcance da actuação censória que vigorou 48 anos, desde o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926 aos regimes de Oliveira Salazar e Marcello Caetano. (in A Página da Educação)
Porque é em Abril que se comemora a 'revolução dos cravos' , durante este mês o nosso concurso vai incidir sobre aspectos relativos ao 25 de Abril.
Haverá perguntas relativas a dados históricos mas também, é claro, sobre autores [e cantautores] então ferozmente perseguidos pela PIDE e pela censura, as suas obras feridas pela implacável tacanhez desse lápis azul que lhes mutilava letras e sentires...
Os Vampiros, de Zeca Afonso
Para quem quiser saber como foi ...
Imperdoável não ver o filme "Os Capitães de Abril", de Maria de Medeiros, que tão intensamente consegue recriar a emoção desses tempos que então se viveram - apaixonados e apaixonantes.
Uma cena do filme :
De consulta obrigatória é também o site da Universidade de Coimbra com o seu Centro de Documentação do 25 de Abrile que disponibiliza fotos, músicas, documentos vários sobre o tema:
Dado o grande entusiasmo e participação dos alunos vamos dar continuidade ao concurso de autores portugueses, iniciado na semana da leitura. O passatempo decorrerá até ao dia da escola, altura em que divulgaremos os vencedores( alunos com maior participação e maior número de respostas correctas).
Nesta última semana foi publicada a questão 6 sobre a poesia de Luiza Neto Jorge. Foi muito interessante ver a forma como alguns alunos procuraram a resposta pesquisando no catálogo digital da BE.
"Porque" *é o título de um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, um vulto maior da cena poética portuguesa.
“Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda de uma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso”
Sophia de Mello Breyner é também autora de textos em prosa, nomeadamente Contos Exemplares (1962), Histórias da Terra e do Mar e os contos para crianças A menina do Mar e O Cavaleiro da Dinamarca.
Nascida no Porto, de origem dinamarquesa pelo lado paterno e educada num meio aristocrático, esteve desde muito cedo ligada à luta antifascista. A aspiração à liberdade e à justiça impregnaram toda a sua obra, como uma ética poética que lhe fosse natural. Sophia viu a sua carreira consagrada com o Prémio Camões, em 1999. Faleceu em 2 de Julho de 2004. Na sua lápide, está escrito:
"Não tenho a menor dúvida de que não há, na língua portuguesa, quem me chegue aos calcanhares. E nada disto tem a ver com a vaidade porque, como sabe, sou modesto e humilde" - António Lobo Antunes, in Visão Lobo Antunes é o ESCRITOR da SEMANA na Biblioteca da António Gedeão e era sobre ele, precisamente, a questão 2 do nosso concurso.
Desta vez participaram 41 alunos, 28 deles com a resposta certa: O Físico Prodigioso - "estória" belíssima, diga-se de passagem, não é de António Lobo Antunes,mas sim deJorge de Sena.
São da autoria de Lobo Antunes os romances :
Os Cus de Judas (1979)
e Eu Hei-deAmar uma Pedra (2004).
Quanto aos concorrentes que responderam certo, o destaque vai, de novo, para os mais novos. Parabéns 7.º ano!
7.º A: Diogo Bastos, nº13 7.ºD: António, nº2; Daniel Silva, n.º6; Mariana Soares, n.º18; Margarida Graça, nº16; Mª Beatriz, n.º 17; Pedro Nunes, nº5 7.ºE: Carlos Rafael, nº3
Começámos ontem com as perguntas sobre escritores portugueses, no âmbito da Semana da Leitura.
Dos 30 participantes no concurso, a grande maioria é do 7.º ano. Do ensino secundário, apenas 2 alunos participaram... Parabéns a todos os que acertaram: o autor que não escreve (basicamente) poesia é o ... João Aguiar, claro!
Os 8 alunos que não acertaram na resposta eliminaram do mundo da poesia aquela que é, sem dúvida, uma das suas vozes maiores: Sophia de Mello Breyner. Havemos de voltar a ela, com um carinho especial...
Um blog a visitar: Mestre Filipe e as suas marionetas. Trata-se de um grupo profissional de teatro de marionetas e animação sócio cultural vocacionado para as camadas mais jovens. Além de espectáculos, o grupo dá também formação: workshops sobre marionetas e formas animadas. Tudo no site abaixo: http://www.mestrefilipe.blogspot.com/
(de acordo com inquérito levado a cabo no âmbito do Dia Europeu da Internet Segura) , muitos jovens europeus(às vezes ainda crianças …)
· já forneceram o seu n.º de telefone a desconhecidos com quem contactam online
· já se encontraram com pessoas que ‘conheceram’ online (alguns mais do que uma vez) ?
o que os pais podem fazer para proteger a integridade física/ psíquica dos seus filhos:
1.º : colocar o computador na sala (integrando-o nos hábitos de socialização da família)
2.º : esclarecer as crianças / os jovens sobre os perigos que podem enfrentar; modos de os reconhecer e como evitá-los
3.º: elaborar um contrato com um código de conduta que todos concordem em cumprir, com regras de utilização da Internet adequadamente definidas por idade.