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14 de junho de 2010

Dia da Filosofia

O “Dia da Filosofia” foi comemorado na ESAG, no dia 26 de Maio.
A dar início às actividades esteve patente para a comunidade educativa uma Exposição na sala E4, com três núcleos de temáticas: os trabalhos realizados pelos alunos, as visitas de estudo: ISPA (12º Anos de Psicologia), Planetário (11º Anos de Filosofia) e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian (10º Anos de Filosofia), os filmes projectados nas aulas e de acompanhamento aos respectivos programas, e por último as impressões deixadas pelos alunos do 10º Ano de Filosofia acerca da obra de leitura obrigatória – A Saga de um Pensador, de Augusto Cury. De salientar que toda a exposição valorizou por um lado a cor azul e a coruja como símbolo da Filosofia, e por outro a cor amarela e a vermelha, alusivas à Psicologia, bem como a borboleta como símbolo.
Na Biblioteca da ESAG decorreu a leitura expressiva de alguns poemas, pelos alunos do 10º C e D; momento onde o nosso aluno chinês declamou um poema na sua língua de origem, que os presentes acompanharam através de uma tradução do mesmo. Um outro momento interessante e divertido consistiu na representação de excertos da obra A Saga de um Pensador, pelos alunos do 10º C. O Pedro Filipe e o Miguel Neno deliciaram-nos com alguns momentos musicais de piano e viola. A terminar a manhã ficou a projecção do filme Corrigindo Beethoven. A manhã foi assim dedicada à temática da Dimensão Estética.
Pela tarde, tivemos oportunidade de partilhar com a Drª Carla Paixão (Psicóloga Educacional) e com a Drª Ema Alves (Psicóloga Clínica – área forense) os seus saberes e experiências de modo a elucidar os alunos dos 12º Anos nas suas escolhas académicas.
Um bem haja a todos os que com e no espírito do conhecimento colaboraram neste assinalável dia.

14 de março de 2010

A ler ...

A Saga de um Pensador de Augusto Cury

Augusto Cury nasceu a 2 de Outubro de 1958 em Colina, Brasil. É médico, psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor. Desenvolveu a complexa teoria da Inteligência Multifocal, uma das poucas do mundo sobre o funcionamento da mente e a construção do pensamento. É investigador nas áreas da qualidade de vida e do desenvolvimento da inteligência e um pensador conceituado em Psicologia e Filosofia.

A Saga de um Pensador de Augusto Cury remete-nos a uma história tocante que enaltece valores tão importantes como a solidariedade, a compreensão, a tolerância e principalmente o amor, mas este não deixa de fazer críticas à sociedade. A narração começa com a ansiedade dos alunos caloiros da Faculdade de Medicina. Tudo era fascinante e sentiam que estavam no bom caminho para realizar um sonho: tornarem-se médicos.
Marco Polo, personagem principal, é um estudante de Medicina. O seu pai, Rodolfo, fora desde sempre um admirador do italiano Marco Polo, um dos maiores aventureiros da história. Daí derivar o seu nome.
Marco Polo era intrépido, determinado, observador, cheio de sonhos e expectativas até que um dia se sentiu desafiado pelo seu professor de Anatomia, Dr. George. Dr. George era insensível e de alguma maneira esse seu defeito interferia com a maneira de pensar de Marco Polo.
Na aula de anatomia, após dos alunos saberem que a sua missão era dissecar os 12 cadáveres à sua frente, puseram-se a questionar sobre a sua própria existência. Marco Polo sentiu que deveria ir mais longe e questionou ao seu professor de Anatomia os nomes dos mendigos a serem cortados pelos alunos.
Dr. George respondeu com frieza que os mendigos eram indigentes e não tinham nome nem história. Marco Polo afirmou que era impossível pois um homem sem história é como um livro sem letras.
Dr. George, irritado, cortou a onda de pensamentos com a sua insensibilidade e sugeriu, com ar de gozo, que Marco procurasse os nomes dos indivíduos indigentes.
Sem demora, Polo resolveu começar a aventura. Ficou espantado ao ler o nome do Poeta da Vida, pois uma pessoa com um nome destes teria sido um grande homem.
Falcão era o seu mais próximo, então Marco decidiu procura-lo para encontrar mais informação acerca do Poeta da Vida.
As aventuras são vividas em torno de pensamentos filosóficos entre um aprendiz e o seu mestre que mais tarde partilhará a sua vida com ele.
A obra termina com o casamento de Marco Polo e Anna. Ambos concretizaram um grande sonho: “(…) Marco Polo e Anna cruzaram as suas vidas e concretizaram um grande sonho. Não foi um final feliz, foi uma vírgula feliz, pois esta história, assim como a vida, não tem um ponto final, é um eterno recomeço. A felicidade teria de continuar a ser reconstruída, pois ainda chorariam, atravessariam perdas, desafios, ansiedades e incompreensões” (pág.317).
É um romance emocionante ao qual é indispensável a sua leitura para adquirir mais sabedoria a nível mundial.



Cléulia Bernardo Neves, 10ºE