12 de novembro de 2008

Zeca Afonso, homenagem em Madrid

Curtindo uma gripe e a nostalgia, aqui fica um post recheado de boas músicas. Vão clicando, e deliciem-se ...

ASP – Lusa - JN- Madrid, 11 Nov (Lusa) - Os 20 anos da morte de Zeca Afonso serviram na passada segunda-feira à noite de pano de fundo para um debate em Madrid (no âmbito da VI Mostra da Cultura Portuguesa - post 27 out) sobre o papel da música nas transições para a democracia em Portugal e Espanha. O debate foi protagonizado, entre outros, pelos músicos Luis Pastor e Júlio Pereira.

Luis Pastor (clicar para ouvir: 'cantautor extremeño' -lindo!) , o músico espanhol que mais cantou Zeca Afonso - e que também se tornou famoso pela sua obra política e de intervenção - recordou que
"Havia muitos músicos e muitos artistas espanhóis que não conheciam Zeca Afonso e a sua obra. "
"Mas quem ouvia pela primeira vez, a lírica, a música, enamorava-se", recordou (clicar aqui para ouvir: Canção de embalar).
"Acabou por ter um impacto tremendo tanto entre os músicos espanhóis como entre o público. E acabou por ser a porta de entrada para se conhecerem outras vozes portuguesas da altura", disse. [clicar aqui - post 25 Abril 08- para ouvir uma selecção da melhor música que por cá se fazia]

Para Luis Pastor, "numa época em que a música começou a ser vista como uma arma, Zeca Afonso surge como referencial obrigatório, a nível moral e de compromisso" - tanto no espaço ibérico, como fora dele. "Era um homem contra a corrente, mas que recuperava a canção popular, um professor, um pedagogo", sublinhou.

"Tudo é redutor quando se fala de Zeca Afonso", acrescentou o músico português Júlio Pereira (clicar no nome para ouvir uma actuação espantosa!), destacando a vontade de José Afonso de exportar o que era a cultura portuguesa para outros espaços.

João de Melo (clicar nas palavras sublinhadas), 'pai' da Mostra Portuguesa e conselheiro cultural da embaixada de Portugal em Madrid, (clicar também aqui para ver programa, em pdf), rematou o debate recordando a importância que Zeca Afonso teve na formação da consciência de todos os portugueses, tanto dentro como fora do mundo da música. "Cada um de nós tem uma história pessoal com Zeca Afonso, e hoje não me imagino a olhar para Portugal, para o que aconteceu nas últimas décadas, sem incluir Zeca Afonso", disse.

aqui
, aquela que é uma das suas músicas mais emblemáticas
a letra: aqui, em rascunho (pelo próprio) , e aqui

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, que ficou conhecido como José Afonso (clicar aqui para ver animação e música, lindíssimas, as 2 -post de 25 Out) ou Zeca Afonso, foi um dos mais importantes cultores do fado de Coimbra e tornou-se depois o maior símbolo da canção de intervenção contra o regime político que se vivia em Portugal. "Um homem que", nas palavras de Júlio Pereira, "foi muito mais do que músico. Um homem que conhecia e queria saber do mundo, que era genuinamente humano. Que gostava mais das pessoas que da música"

José Afonso: Balada de Outono

a.l.

sátira, de António Lobo Antunes

Sátira aos HOMENS quando estão com gripe

Pachos na testa,
terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

a.l.

11 de novembro de 2008

Concurso "dia@dia a aprender"

Ranking, após 36 questões

Tiago Pinto 9º F
Maria Almeida 7º A
Diana Carvalho 7º E
Miguel Barreira 9º F
Miguel Pessanha 7º A
Daniela Mateus 7º A
Lucas 9º C
Mariana Soares 8º D
Catarina Prudêncio 7º E
João Carmo 8º B
Francisco Carvalho 7ºA
Inês Brás 8º D
Diogo Leitão 7º D
Maria Beatriz 8º D
Sara Pereira 7º A
Cláudia Custódio 10º C
Inês Lopes 10ª A
Rita Carvalho 7º A
Carlos 8º E
Diogo Fernandes 7º D


Podes consultar, quinzenalmente, neste espaço ou na Biblioteca o TOP 10 deste Concurso.
Este ano há prémios por período, para o melhor aluno.
Participa!!
Esperamos por ti na BE
postado por: Fernando Nabais

Lhasa de Sela: con toda palavra

et encore ... e ainda ... en français:

Magnifique chanson de l'album trilingue de Lhasa "The living road" : La Confession

a. l.

9 de novembro de 2008

aos nossos alunos

Pelo muito que me tocou, publico aqui um comentário que o Tiago Martins, do 12.ºC, deixou ontem no 'post' do Caetano Veloso:

«(...) não será talvez o espaço indicado, mas era só para deixar aqui o meu apoio incondicional a todos os professores que hoje se foram manifestar! Um bem haja para todos vós! Só quem está em contacto com estas pessoas sabe o quanto elas sofrem diariamente, a quantidade de cansaço e arrisco-me a dizer, tristeza, que todos os dias levam com elas - e não desistem! Sem dúvida os professores merecem uma maior dignidade! - que lhes está, aos poucos, a ser retirada! Cumprimentos a todos e um bom fim-de-semana! »

OBRIGADA, Tiago, muito, muito! E obrigada a todos os alunos (desta, de todas as escolas) que nos sabem ‘ler’, que nos apoiam. São vocês que dão sentido ao nosso trabalho! São vocês que, apesar de todas as "cegueiras" (..) , nos 'agarram', ainda, a esta profissão!

E em que outro espaço, Tiago, que não este (.... de comunicação com alunos, professores ...), faria mais sentido a declaração de uma solidariedade tão do fundo da alma, tão generosa, tão totalmente 'incondicional' ? Afinal, a expressão mais inequívoca dos afectos que vamos construindo, alunos e professores.

Porque EDUCAR é, também, (sobretudo?) 'criar laços' - indestrutíveis e para sempre!

OBRIGADA, Tiago, obrigada, AMIGOS!


postado por ana lima, uma dos 120.000 que ontem estiveram em Lisboa

7 de novembro de 2008

as paixões: a música, a voz de Caetano Veloso

um estado de alma .. e uma das músicas mais bonitas que conheço:
DRÃO (clicar aqui) - voz: Caetano Veloso; letra e música: Gilberto Gil


- para a Teresa Amaral (comentário em Pina Bausch), de novo o Caetano Veloso,
e uma cena do filme "Habla con ella", de Pedro Almodovar

postado por ana lima, no fim de uma semana extenuante ..

6 de novembro de 2008

música portuguesa: aprende a nadar companheiro!

de Sérgio Godinho, 'Maré Alta' , com imagens de uma revolução ..

mais música - da melhor - aqui : Zeca Afonso: 'O que faz falta'

postado por ana lima

a palavra a José Saramago ...

(...) "o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos".
José Saramago , in Ensaio sobre a Cegueira

e.. numa entrevista que, a propósito do lançamento do seu novo livro, 'A Viagem do Elefante', deu ontem (5 Nov) ao DN:

(...) «Se andássemos por aí a dizer exactamente o que pensamos - quando valesse a pena - teríamos outra forma de viver... Estamos numa apatia que parece que se tornou congénita e sinto-me obrigado a dizer o que penso sobre aquilo que me parece importante.»

eu ... assino por baixo ...

postado por ana lima

5 de novembro de 2008

L. Armstrong - e (ainda) a vitória de Obama

No dia em que o mundo celebra a vitória de Barack Obama, a voz espantosa de Louis Armstrong, cantando "What a wonderful world"

letra aqui

e ainda ... as reacções, por esse mundo fora, à vitória de Obama: in English, of course!! :-))

"What an inspiration. He is the first truly global U.S. president the world has ever had," said Pracha Kanjananont, a 29-year-old Thai sitting at a Starbuck's in Bangkok. "He had an Asian childhood, African parentage and has a Middle Eastern name. He is a truly global president."

"This is the fall of the Berlin Wall times ten," Rama Yade, France's black junior minister for human rights, told French radio. "America is rebecoming a New World.

In Britain, The Sun newspaper borrowed from Neil Armstrong's 1969 moon landing in describing Obama's election as "one giant leap for mankind."

postado por ana lima

dedicado a Martin Luther King e ao seu sonho

BBC news: Barack Obama vence eleição histórica , ao ser o primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos.

"Foi um caminho longo, mas hoje ... a mudança chegou à América!", disse o presidente eleito, falando a uma multidão em delírio que ontem se juntou em Chicago, conhecidos que foram os resultados.
E acrescentou:
"Se houver alguém que duvide que a América é um país onde tudo é possível, que ainda se pergunte se o sonho dos nossos fundadores sobrevive no tempo presente, que se questione sobre o poder da nossa democracia, tem nesta noite a sua resposta!"

Justin Webb, da BBC, afirma que "o povo Americano deixou claras duas evidências: que estão profundamente descontentes com o 'status quo', e que querem fechar a porta ao passado racista do seu país."
"A dream come true?"

- lembrando Martin Luther King Jr, no seu discurso em Washington, 1963:

«I have a dream today.»
«I have a dream that 'our' children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.»

"Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"


postado por ana lima

4 de novembro de 2008

as paixões, a dança: Pina Bausch

Mazurca Fogo, 2007

postado por ana lima

a tua música: The Corrs

Da Ana Mestrinho (11.ºD), a música pedida: Little Wing, dos The Corrs, e respectiva mensagem (que achei uma delícia!:-)):

"Tá na altura da stora pôr aqui uma musiquinha escolhida por mim =) Lembrei-me desta música porque sei que a stora preocupa-se e vive angustiada com todas as injustiças do mundo (...) Esta música é do cantor Jimi Hendrix, mas é cantada nesta versão pelo grupo The Corrs, que a incluiram nos seus álbums em homenagem às crianças infelizes de todo o mundo, que passam fome e outras carências (...)
Veja, aprecie e partilhe com todos "

Pois então, aqui vai:

The Corrs - Little Wing (Unplugged)

Aqui , a versão original, de Jimi Hendrix : quizás mais autêntico, com uns espantosos solos de guitarra. E aqui, a letra da canção. Enjoy!

postado por ana lima

poesia: Mário Cesariny

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny


postado por ana lima

3 de novembro de 2008

música em português: Apesar de Você

De Chico Buarque, e porque... "amanhã há-de ser outro dia!"


postado por ana lima

2 de novembro de 2008

as paixões, os livros: Man in the Dark

Em vésperas de eleições nos Estados Unidos, a sugestão de uma leitura: Man in the Dark (clicar para ver sinopse, etc), um livro do escritor americano Paul Auster.
Numa estória dentro da estória, há um homem que, nas suas noites de insónia, vai imaginando, construindo uma América 'alternativa', cuja História começa no ano 2000, logo após a eleição de Bush. Revoltados com o resultado das eleições (em que Al Gore, reunindo mais votos, é, no entanto, derrotado - lembram-se daquelas contagens e recontagens?), os Estados começam a declarar a sua separação da União. O primeiro, claro! (ver em baixo porquê - 'claro' ) é o de Nova Iorque. Outros 15 se lhe seguirão e a América está em guerra. Nada de novo, só que, desta vez, não com o mundo, mas consigo própria.

Neste mundo paralelo, o 11 de Setembro (2001) nunca aconteceu. As torres gémeas continuam de pé. Não houve a invasão do Afganistão. Não há guerra no Iraque. «Há uma guerra civil em que não se disparam balas, mas sim ideias, e que se leva ao limite». Tão ou mais mortíferas, igualmente devastadoras. Ler aqui a entrevista do autor ao El País: - interessantíssima, elucidativa: «Nos EU há dois mundos que não comunicam entre si!»

O tema deste romance de Paul Auster 'nasce' de um inconformismo, uma não-aceitação do 'estado das coisas', no seu país: «Há oito anos, desde o golpe de estado legal que derrotou Al Gore, que sinto como se vivesse num mundo paralelo que acabou por tornar-se real, e tudo só tem vindo a piorar!»

Não é casualidade que a guerra civil de Brick (o 'homem no escuro') comece com a independência de Nova York. "E não é piada: há muita gente que pensa que NY deveria ser um Estado independente; tanto que, após o 11 de Setembro, houve uma revista de poesia que escreveu, na 1ª página: 'USA out of NYC'; muitos outros odeiam NY pelo que representa, com 40% da população vinda de fora...".
Acrescente-se que Auster votará em Obama ("em condições normais, tendo a Administração de Bush funcionado tão mal, Obama deveria ganhar, mas há a questão de ser negro: em 4 de Novembro veremos o quão racistas são os EU") - Paul Auster, ao El País

O livro, interessantíssimo, não está ainda traduzido em Portugal. Encontram-no na Fnac (ou podem encomendá-lo aqui ) na versão original. O Inglês é muito acessível. E .. recomendo-o vivamente! Vão ver que o lêem de um fôlego!:-)
Sobre o Paul Auster, há neste blog outro post, a 24 de Outubro. Podem vê-lo em vídeo, lendo excertos de 'Man in the dark' - garanto que vale a pena!:-)

postado por ana lima

1 de novembro de 2008

as paixões, a dança: Maurice Béjart

Claude Lelouch, assim se chama o realizador do filme "Les uns et les autres", cujo nome inspirou o post anterior... A cena de abertura é uma espantosa coreografia de Maurice Béjart, sobre música de Ravel, 'Bolero'. Espero que gostem! (E não deixem de ver o sítio do Ballet Lausanne: link no nome do coreógrafo!)

clicar aqui para ver a cena de abertura do filme

No vídeo abaixo, a versão completa do 'Bolero' de Ravel, com coreografia, também, de Maurice Béjart: uma espécie de 'pas de deux' moderno, um ' jogo no espelho ' transpirando sensualidade - dedicado a todos aqueles para quem a dança é uma paixão..


postado por ana lima

les uns ... et les autres: testemunho de uma ex-aluna da ESAG

A propósito de uma notícia publicada no Público de 30 de Outubro,"Audição aprovada por unanimidade: Ministra vai ao Parlamento explicar ideia de acabar com 'chumbos' até ao 9º ano" , onde se lê, nomeadamente, que:
(...) um dos dois relatores do documento do Conselho Nacional de Educação afirmou concordar que os alunos com mais dificuldades tenham mais acompanhamento desde que "isso não signifique que se generalize um sistema de passagens administrativas".
(...) o Conselho Nacional de Educação recomenda que o Ministério da Educação estude "soluções adoptadas noutros países" (...)
(...) o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, explicou que o Governo não quer proibir os chumbos, mas pretende reforçar "as estratégias e as medidas de apoio à recuperação de alunos, de forma a que a retenção e a repetição de ano deixem naturalmente de acontecer".

..............................................................................................................
Ora é precisamente aqui, nesta ideia da 'naturalidade' com que as coisas acontecem (ou não..) que entra o depoimento da ex-aluna da ESAG que, na semana passada (teve agora 2 semanas de férias) esteve numa aula da sua antiga turma. Às perguntas dos colegas, da professora, foi dando conta da sua nova realidade, agora frequentando uma escola suíça.
Deixo aqui uma transcrição abreviada do diálogo, do relato desta ex-aluna. Cada um que tire as devidas ilações...
  • "Então? Gostas da escola? Dos colegas, dos professores? As aulas são muito diferentes?"
  • "Bom, para começar, já estou no secundário. Cheguei lá, fiz exame de matemática e francês, puseram-me logo no 10.º ano!" (no comments ..)
  • "Gosto da escola, nas aulas aprende-se melhor, não há indisciplina (...) Além disso, para mim está a ser muito fácil, menos nas línguas." (tem 4, este ano, para o ano, mais 2). "Em Ciências, Matemática, estou a dar matéria que aqui já tinha estudado no ano passado." (oitavo ano). Lá os conteúdos são mais 'espalhados', não é tudo a correr, como aqui. Ah, e o secundário tem 4 anos. "
  • "Então e os professores?" (insisto)
  • "Os professores também são mais 'fixes' (nicer)"
  • "A sério?" (reajo, meio ofendida:-) - "Porquê? Como?"
  • "Sim, não são tão stressados, as aulas correm sempre bem. Se calhar é porque os alunos lá têm mais respeito, não se portam mal, estão interessados. É uma mentalidade diferente. Um aluno que 'chumbe' 2 anos é expulso da escola."
  • "Expulso da escola? Não pode ser!" (digo eu). "Então e a escolaridade obrigatória?"
  • "Quem me contou foi uma professora de lá. Mas também disse que nunca viu isso acontecer. Os alunos levam a escola a sério, não 'chumbam'. É outra mentalidade!"
  • E acrescentou, para os colegas:
  • "Sabem o que eles fazem durante os intervalos maiores? - Lêem livros!" (risos..) "E mais: lá toda a gente se deita cedo, tipo 8 da noite. De manhã as aulas também começam cedo (às 8), e eles, antes de irem para a escola, ligam a televisão na hora das notícias. Para estarem informados do que se passa no mundo." (mais risos..)
Nem mais! - les uns ... et les autres ... n a t u r a l m e n t e ! !

postado por ana lima

29 de outubro de 2008

a tua música: As Baleias

A pedido da Vanessa, do 11.ºD

«A música que escolhi é aquela que marca a minha infância, ou parte dela, a música que a minha mãe cantava para mim todas as noites e que tem, ainda hoje, um grande impacto em mim.»

As Baleias, de Roberto Carlos

postado por ana lima

28 de outubro de 2008

Literatura: O primeiro amor

Aqui fica um bonito texto de Miguel Esteves Cardoso,

enviado pela Carla, do 11.ºD

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro amor, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes-morrer-que-ter-outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói – porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre mais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
É como a criança que põe dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa “Meu Deus! Como pode ser!” do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual um micro-ondas. Mas o “Zing!” inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.
O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse.
Não há amor como o primeiro. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltámos. Saltamos e caímos.
O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores – o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.
Não há regra para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria o primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar.
Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro a esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.


postado por ana lima

27 de outubro de 2008

VI Mostra da cultura portuguesa

Começou hoje, oficialmente, o maior evento anual de divulgação da cultura portuguesa além fronteiras. Acontece em Espanha e, desde a sua 1ª edição, em 2003, não tem parado de crescer - em qualidade, quantidade de ofertas e abrangência geográfica: há várias cidades espanholas, para além de Madrid, a acolherem exposições, concertos, encontros literários. Tanto assim, que é o próprio ministro da Cultura espanhol a dizer que "o balanço cultural entre os dois países pende agora, claramente, a favor de Portugal".

"Das artes plásticas à música, do cinema à literatura, do debate poético ao pensamento político, do humanismo universitário à gastronomia", tal é o âmbito deste "festival de artes, letras e ideias". (JM)

A Mostra (clicar para ver mais informação) tem um mentor, 'artífice', quijote: o escritor e actualmente Conselheiro Cultural da embaixada de Portugal em Madrid, João de Melo. (clicar)

Citando-o a partir de uma entrevista que deu ao JL de 22 de Outubro:

« Em 2003, quando a criámos, era apenas uma 'semana portuguesa' de quatro dias. (...) Este ano terá uma amplitude temporal superior a um mês e meio, incluindo as itinerâncias.»

«A cultura é uma imagem que pode induzir atitudes e procedimentos não inscritos no imaginário de uma relação ibérica pouco assídua ou atribulada. Importa deixar obra feita num país, a Espanha, que é a nossa primeira prioridade europeia em todas as frentes, sem excluir a estratégia cultural.»

«(...) esta dinâmica permitiu acabar de vez com o mito de dois países de 'costas voltadas' ou 'de espaldas'.»


postado por ana lima

25 de outubro de 2008

música portuguesa: Redondo Vocábulo

animação 3D para o tema "redondo vocábulo" de José Afonso. Interpretação livre sobre a angústia de uma gestação ou maternidade em tempos de guerra no ultramar.

lindíssimas, comoventes: a música, a animação, a voz do Zeca provocando/evocando arrepios na alma ..

letra e música: Zeca Afonso: Era um Redondo Vocábulo
animação: Eurico Coelho

letra aqui

postado por ana lima

24 de outubro de 2008

A literatura, as paixões: Paul Auster

«Para mim, escrever não é já um acto de vontade. É uma questão de sobrevivência».
Esta é a frase que abre o seu site definitivo - clicar aqui para ver 'tudo' sobre este autor, uma das minhas paixões maiores..


Paul Auster, que é considerado 'o mais europeu dos escritores americanos' parece ser menos conhecido e menos apreciado no seu próprio país do que na Europa ...
Em entrevistas ao jornal El Periódico de Catalunya e ao El País: 'Os Estados Unidos vivem uma guerra civil de ideias', explica:

"Tenho mais leitores na Alemanha, na França e em Espanha , porque são países onde as pessoas ainda se interessam pela literatura. A este nível, os Estados Unidos são um deserto ".
E continua: "A culpa desta situação é do sistema educativo herdeiro da política de Bush, que foi o pior que podia ter acontecido a este país. Neste momento estamos a criar uma geração para quem ler não tem o mínimo valor."


No vídeo abaixo (passem a parte do apresentador), Paul Auster lendo excertos do seu último romance, 'Man in the dark'. No fim há a conversa com o público, talvez a parte mais interessante, porque desvenda o homem por detrás do autor (modesto, tímido, tímido, que dói - apetece dar-lhe colo ... a ele e ao rapaz que lhe faz as 1ªs perguntas ... uns queridos ... nova-iorquinos, claro, uma 'sobre-espécie' dentro dos EU)



Apaixonado também pelo cinema, Paul Auster escreveu o argumento de 'Smoke' , um filme de Wayne Wang, com quem depois co-realizaria 'Blue in the Face'. Duas delícias, de 1995. Em 1998, realizou o seu primeiro filme, 'Lulu on the Bridge'.

Em 2006 esteve em Portugal para a rodagem do último filme em que foi argumentista e co-realizador, 'The inner life of Martin Frost'. Ver entrevista aqui .

Também o seu perturbante, estranho e belíssimo romance, 'The Music of Chance' , foi adaptado ao cinema em 1993.


Livros do Paul Auster (clicar para ver sinopse) que recomendo (mais) vivamente:
- Mr Vertigo
- A Música do Acaso
- Man in the Dark (ainda ñ traduzido em Portugal)
- A Noite do Oráculo
- O Livro das Ilusões
- As Loucuras de Brooklyn

postado por ana lima

Humor: Zé Carlos e o Magalhães

nota maledicente: "Ou cantam, ou não há magalhães para esta escola!" - é o que consta por aí ...

postado por ana lima

20 de outubro de 2008

a tua música: Stone Sour

Outra vez a pedido do David (11.ºD), um grupo que gostei muito de conhecer.

Stone Sour é uma banda americana de alternative metal / post-grunge. É um projeto paralelo de Corey Taylor e James Root, vocalista e guitarrista do Slipknot, banda de que brevemente daremos notícia.

Escolhi a versão acústica, porque elas me parecem sempre mais autênticas. So ... ladies and gentlemen ... specially 4 you ... on this Monday night ... STONE SOUR!

Through the glass (acoustic)

ver a letra da música aqui

nota impertinente: podiam, queridos alunos :-)), aproveitar, traduzir as canções cujas letras aqui disponibilizamos, assim aprendiam umas coisitas de inglês, que tal?

postado por ana lima

fotos EDL

Já estão on-line as fotos da comemoração do Dia Europeu das Línguas, aqui na ESAG.
Vejam e digam o que acham, pode ser?

clicar aqui para ver as fotos

postado por ana lima

17 de outubro de 2008

Concurso "dia@dia a aprender"

Ranking dos 10 melhores alunos, após 24 questões

Diana Carvalho 7º E
Maria Almeida 7º A
Miguel Barreira 9º F
Miguel Pessanha 7º A
Tiago Pinto 9º F
Daniela Mateus 7º A
Lucas 9º C
Francisco Carvalho 7ºA
Inês Bras 8º D
Inês Lopes 10ª A
Mariana Soares 8º D
Diogo Leitão 7º D
Rita Carvalho 7º A
Tiago Vidal 9º A
Catarina Prudêncio 7º E
João Carmo 8º B
Maria Beatriz 8º D
Sara Pereira 7º A


Podes consultar, quinzenalmente, neste espaço ou na Biblioteca o TOP 10 deste Concurso.

Este ano há prémios por período, para o melhor aluno.

Participa!
Esperamos por ti na BE

postado por: Fernando Nabais

2 poemas de Eugénio de Andrade

Para desanuviar das canções (:D), outra música, agora: a da poesia.
O Eugénio de Andrade é, talvez, o meu poeta preferido ... Podem ler/ver mais coisas dele [têm de o procurar e seguir os links] - aqui
Vejam se gostam e deixem um comentário, ok, sweeties?:D
E ... sugiram também poetas, romancistas, livros, gente de ideias !!


AS PALAVRAS

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas,
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas, nas suas conchas puras?



URGENTEMENTE

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar a alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Se gostaram, podem ler mais poemas aqui ... e ... aqui

postado por ana lima

a tua música: Supertramp + Iron Maiden

A ver se damos vazão a todos os vossos pedidos de música... E não se esqueçam, ponham as sugestões nos posts mais recentes, para nós não as 'perdermos de vista', OK?

Então hoje, aqui vão duas!
- a primeira, a pedido do Tiago Martins, do 12.ºC: SUPERTRAMP (segundo ele, a melhor banda de todos os tempos), aqui «numa espantosa interpretação ao vivo». So... ladies and gentlemen ... by the Super!!!-tramp !!! (clapping, screaming - please..)

"The Logical Song"

letra aqui

- a segunda música, a pedido do David (11.ºano): IRON MAIDEN

Fear of the dark (Live @ Rock In Rio 2001)

letras dos Iron Maiden: aqui

postado por ana lima

15 de outubro de 2008

As paixões, os livros: La Catedral del Mar

É um livro apaixonante, daqueles por que [assim mesmo, separado= pelos quais] apetece regressar a casa … O romance (que já vai na 36ª edição) chama-se “A Catedral do Mar” e o seu autor, um espanhol, leia-se,... catalão :-) de Barcelona: Ildefonso Falcones


Falcones faz um retrato empolgante de uma Catalunha medieval assolada por conflitos feudais, pela guerra, a peste, a inquisição… Os personagens principais acabam por ser o Povo – sofrido e ao mesmo tempo heróico, e a sua cidade condal, Barcelona, que, como uma mãe, acolhe e dá estatuto de cidadãos livres a quantos se refugiam no seu seio.

Assim um cheirinho a “O Memorial do Convento”, do Nobel português (que lucidamente se mudou para Lanzarote) José Saramago, e a “A História do Rei Transparente”, da madrilena Rosa Montero.

'encuentros digitales' com o autor: aqui


postado por ana lima

A tua música: Stratovarius + Guns'n'Roses

OK guys, take it easy! Pois é, os pedidos de vídeos e músicas favoritas têm chovido aqui no blog... por isso vos pedimos paciência... Queremos dar notícia também de outras coisas!! Compreendem, não é? Los livros, cariños, las lecturas, por ejemplo!:-)) Que tal está o vosso espanhol, a propósito ?? Querem aprender umas coisitas? - cliquem aqui.

Pois então, a função deste blog: publicitar os vossos gostos, aprender convosco, e ao mesmo tempo, trazer-vos tb coisas novas, coisas que, em princípio, não irão procurar sozinhos ... numa palavra (em 6/7, enfim..): vamos aprender uns com os outros, 'tá?

Substituindo Guns 'n' Roses, que já aqui esteve em vídeo (*), e a pedido do Eduardo Guerreiro, do 10.ºB, STRATOVARIUS, uma banda finlandesa (já extinta) de 'power metal' : (1984-2008)

Hunting high and low


(*) Guns'n'Roses, "Welcome to the jungle" , está agora aqui


postado por ana lima

14 de outubro de 2008

balançando :-)

Olá alunos da ESAG!! :-))
Olá amigos visitantes!!

Pois é, estamos muito contentes com o sucesso recente deste blogue, com as vossas vindas aqui, os comentários, os incentivos, as sugestões ... Obrigada a todos.

A 'rubrica' mais procurada tem sido a da música , mas esperamos que tenham dado conta, também, de outros posts, nomeadamente os dedicados à literatura - deram, não deram?! :-)

A propósito, sabem que na Islândia (o país da Björk) há um dia por semana reservado para a leitura? É verdade, sim!! À 5ª feira, nenhuma estação televisiva transmite, para que as pessoas possam ler (bons livros, claro, revistas de fofoquices não contam!! :-))

Pois ... é um incentivo que por lá adoptaram (o% de analfabetos) , e um favor que fazem à população :-) - para que ninguém 'embruteça' de vez colado à tal "caixa que mudou o mundo"... ora vejam, em cima, a recriação de um quadro do norueguês Edvard Munch, intitulado O Grito (clicar para ver o original)

postado por ana lima

11 de outubro de 2008

A tua música: Leona Lewis

A pedido da Cláudia (10.ºC), uma canção da Leona Lewis, uma cantora que gostei de ficar a conhecer... A canção chama-se "HERE I AM" . Enjoy! :-))


Outra canção da mesma cantora, Footprints in the Sand , que podem ouvir aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=d08X2lN669k

(o vídeo está protegido, ñ pode ser 'incorporado' no blog, mas está disponível no You Tube)

postado por ana lima

Le Clézio, Prémio Nobel da Literatura 2008

(agência Lusa): Jean-Marie Gustave Le Clézio, de 68 anos, foi no dia 9 de Outubro distinguido pela Academia Sueca com Prémio Nobel da Literatura 2008.

Le Clézio receberá a medalha e o diploma das mãos do Rei da Suécia, Carlos Gustavo, a 10 de Dezembro, em Estocolmo, e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (1,02 milhão de euros).

O júri justificou a atribuição do prémio ao autor francês caracterizando-o como um "escritor da ruptura, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade mais além e na base da civilização reinante".
Le Clézio, que é considerado em França um dos maiores escritores da língua francesa contemporâneos, 'bateu' nomes altamente cotados, como o americano Philip Roth e o britânico Ian McEwan.
"Escrever não é apenas ficar sentado na sua mesa consigo mesmo, é escutar o ruído do mundo. Quando se está na posição de escritor, percebe-se melhor o ruído do mundo, vai-se de encontro ao mundo", disse o autor, que reside no Novo México e é um apaixonado pela cultura hispano-americana.

E aproveitou a janela aberta pelo Nobel para recomendar a leitura de romances como antídoto para os problemas que afectam a humanidade, por exemplo, a crise económica com "a tendência excessiva de destacar o perigo que representam os estrangeiros".

"Ler romances é uma boa forma de interrogar o mundo actual sem que o resultado sejam respostas demasiado esquemáticas. O romancista não é um filósofo, não é um técnico da língua, é alguém que faz perguntas e, se há uma mensagem que gostaria de enviar, é a de que devemos fazer perguntas", disse Le Clézio.

notícia em: http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art256773,0.htm

a lista dos 10 últimos vencedores do Nobel da Literatura:

- 2007: Doris Lessing (Reino Unido)
- 2006: Orhan Pamuk (Turquia)
- 2005: Harold Pinter (Reino Unido)
- 2004: Elfriede Jelinek (Áustria)
- 2003: J.M. Coetzee (África do Sul)
- 2002: Imre Kertesz (Hungria)
- 2001: V.S. Naipaul (Trinidad/Reino Unido)
- 2000: Gao Xingjian (China)
- 1999: Gunter Grass (Alemanha)
- 1998: José Saramago (Portugal)


postado por ana lima

8 de outubro de 2008

a tua música: Metallica

A pedido do primeiro aluno (DC, 10.º ano) que deixou um comentário no post 'Back to Black', aqui fica um vídeo dos Metallica, e a música "Turn the page":

Escreve para o blog (deixa uma msg no post mais recente) se queres ver as tuas músicas favoritas online!

Aqui, a letra da canção

postado por ana lima

escritor português premiado em Itália

Lisboa, 04 Out (Lusa) -- O escritor Mário de Carvalho venceu o 'Premio Internazionale Città di Cassino', atribuído ao seu livro "Os Alferes", publicado pela Caminho em 1989 e recentemente editado em Itália, com o título "I Sottotenenti".

Já no ano anterior Mário de Carvalho fora galardoado com outro prémio literário italiano, o 'Giusepi Acerbi', dessa vez pelo belíssimo romance "Um deus passeando pela brisa da tarde".


Voltaremos a este escritor presto, presto, na nossa rubrica 'A literatura, as paixões'.

postado por ana lima

4 de outubro de 2008

a literatura, as paixões: João de Melo

Numa altura em que a chamada 'prosa light' prolifera pelas livrarias como maçãs envenenadas, vamos aqui, periodicamente, dedicar alguns posts à divulgação, sim, mas da boa literatura.
E ... gracias! - aos bons autores e aos bons livros, que nos preenchem: de sonhos, de sombras, e de vida ...

Comecemos, então, pelo senhor ao lado: João de Melo (além de escritor, também professor, actualmente Conselheiro Cultural na Embaixada de Portugal em Madrid e principal responsável pela Mostra da Cultura Portuguesa)

João de Melo é um mago das palavras, que entretece com uma mestria rara (muito rara..), num registo intimista e quase sempre comovente. Escreve como se, sussurrando ao ouvido do leitor, se confessasse . Ou como se compusesse música: às vezes uma sinfonia, uma sonata (- appassionata...) , às vezes um requiem.

A sua prosa é intensamente poética, de uma sensibilidade primordial, à flor da pele. Mesmo quando, “um cão revolvendo-se-lhe no estômago ou nos pulmões”, se entrega - inteiro, desnudo, ao relato de experiências terríveis - vividas ou imaginadas. É assim, por exemplo, no conto “A Esposa”, mas sobretudo nesse inigualável “Autópsia de um Mar de Ruínas”: um romance visceral, 'dorido e doloroso', a um tempo belo e cruel. A palavra em carne viva, a memória enferma da guerra colonial em Angola, onde (citando Nuno Bragança) "foi - para salvar vidas." Um livro que dói como uma perda, ou uma pedra. Um livro que não conseguimos - que não podemos - deixar de ler.

Depois ... em João de Melo há também Lisboa, a cidade onde viveu grande parte da sua vida – uma cidade que ele vê em arco, onde 'é' ..."O Homem Suspenso". E há Évora, que ama 'como a si mesmo'. Há as ilhas. E as frágeis criptomérias, sempre tão carentes de amor …
E há o mar (oh, sim, o mar!...) : o branco, dos Açores, o de Madrid, do seu último romance, e sobretudo, o outro, do conto “O Gémeo e a Sombra”. Do mais bonito que alguma vez li…


Então..? Imperdoável não conhecer este escritor, verdad ? Peçam-no aqui, na biblioteca, perguntem por ele na Fnac, nas livrarias da Baixa, na Byblos (conhecem? - boa oportunidade para uma visita, não? Fica em frente às Amoreiras, em Lisboa).

- clicar para ler aqui, uma carta lindíssima, lindíssima , de um personagem da "Autópsia de um Mar de Ruínas" (ao meio)


Notas:
- os contos acima referidos estão no livro “As Coisas da Alma” - [não deixem de ler!!]

- das criptomérias, de Évora e de outros amores fala João de Melo no seu “Dicionário de Paixões” - [óptimo, também]

- "O Homem Suspenso" é um dos romances seus que prefiro


postado por ana lima

3 de outubro de 2008

cultura em português

Para quem ainda não tenha dado conta (e porque se calhar até será útil aos alunos desta escola...), aqui fica, de novo, o URL para entrada nas várias páginas sobre escritores, cantores, pensadores, etc - portugueses e lusófonos:
http://www.malhatlantica.pt/lestrangeiras_esag/navegar_e_preciso.htm

Está tudo no Departamento das Línguas (ex-Dpt LE)

postado por ana lima

Os americanos e o 'Ensaio sobre a Cegueira'

Pois, este tipo de cegueira afecta sobretudo os 'pobres de espírito' ou, como diz o próprio Saramago, "a estupidez não escolhe entre cegos e não-cegos" ...
Aconteceu nos EUA como podia ter acontecido por cá ... José Saramago gerando polémica, mais uma vez. Por mim, acho até bom - é a separação das águas ... porque isto do pensar, realmente, é prática muuuito selectiva, cada vez mais arredada dos nossos quotidianozinhos. Eu, no seu lugar, não me dava sequer ao trabalho de responder. E não, não tem nada a ver com qualquer forma de discriminação óbvia. Só contra a estupidez: a dos americanos (proverbial-, sintomaticamente encarnada na figura do seu quase, quase ex-presidente) - e a dos outros.


ler aqui sb a 'polémica' ... e aqui ... e aqui

"Isto não é uma polémica", referiu Saramago, "é uma reacção de mau humor. Porque para existir uma polémica, são precisos dois interlocutores". E, neste caso, trata-se de uma associação de invisuais que "decidiu ter uma opinião sobre um filme que, infelizmente, não pôde ver". Para o escritor, tanto o livro como a sua adaptação cinematográfica "são perfeitamente actuais, sobretudo nestes dias agitados que se vivem nos Estados Unidos". (in Sic Online)

sobre o romance que deu origem ao filme:

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." Palavras de José Saramago, na apresentação pública do seu romance 'Ensaio sobre a Cegueira':

"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."

Ver o resumo da obra aqui (se a página ñ abrir logo, clicar nas setas de actualização)

O filme, que conta com a interpretação de Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael García Bernal, foi apresentado pela primeira vez em Maio, na abertura do Festival de Cinema de Cannes e em Portugal tem estreia marcada para 13 de Novembro.

postado por ana lima

Concurso " dia@dia a aprender "

Já começou o Concurso " dia@dia a aprender".

Ranking dos 10 melhores alunos:
Diana Carvalho, 7ºE
Maria Almeida, 7ºA
Miguel Pessanha, 7ºA
Catarina Prudêncio, 7ºE
Inês Braz, 8ºD
Francisco Carvalho, 7ºA
Nuno Filipe, 7ºA
Sara Pereira, 7ºA
Tiago Pinto, 9ºF
Beatriz Morais, 8ºD
Daniela Mateus, 7ºA
Lucas Freitas, 9ºC
Mariana Soares, 8ºD
Miguel Barreira, 9ºF
Tiago Vidal, 9ºA

Podes consultar, quinzenalmente, neste espaço ou na Biblioteca o TOP 10 deste Concurso.

Este ano há prémios por período,  para o melhor aluno.

Participa!
Esperamos por ti na BE


Postado por: Rosário Lopes

Dia Europeu das Línguas

A celebração faz-se por toda a Europa, no dia 26 de Setembro.

Porque ... conhecer línguas estrangeiras é abrir caminhos, derrubar fronteiras, alargar horizontes e, sobretudo, aproximar-se do outro ... e conhecê-lo, compreendê-lo, aceitá-lo -- descobrindo-o, quem sabe, ainda que diferente ... em tantas coisas, tão surpreendentemente igual ...

Na ESAG, o dia foi assinalado por uma exposição de cartazes e T-shirts (pintadas-ou 'handwritten') com provérbios, frases coloquiais ou expressões idiomáticas.

Os animadores foram os alunos das turmas 9.º C e 10.º B


Estejam atentos, em breve será publicada a reportagem fotográfica ! :D - na página do Departamento de Línguas (wherelse?! :-))- URL em baixo, se quiserem ver:
http://www.malhatlantica.pt/lestrangeiras_esag/

Para já, acima, uma amostragem das obras de arte - antes (10.ºB) e depois (9.ºC)

postado por ana lima

1 de outubro de 2008

a nossa música: Back to black

Olá!! Pois é, estamos (finalmente) de volta! - e com uma canção da Amy Winehouse, essa força da natureza sempre à beira da ruptura que este verão passou pelo Rock in Rio e que, ao que ouvi, conquistou quantos, apesar de tudo, nela conseguiram vislumbrar o génio.

A voz quente, magnífica, às vezes negra, da Amy Winehouse, os arranjos entre a soul music e o R&B, com insinuações de jazz aqui e ali, fizeram dela a performer consagrada que já (ainda) é. Tudo ajudado pelo visual único, sedutor, mais aquela loucura primordial, assumida e absoluta.
No cinzentismo dos tempos que correm, uma lufada de ar fresco, ainda que etilizado... :-)

Aqui vai, então, para os fãs: BACK to BLACK



aqui, as letras das suas canções

postado por ana lima