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3 de dezembro de 2008

obrigada ao Zeca

Pelo dia, pelas circunstâncias, pela vida, pela memória, pela saudade, pelos ideais, pela verdade, pela esperança, pelas utopias, pela liberdade:


'a morte saiu à rua', a canção; o pintor, assassinado pela PIDE em 19 de Dezembro de 1961, é José Dias Coelho, pai de Teresa Dias Coelho, a autora de "pain 6", no post Pablo Neruda, "estar vivo".

Em baixo, uma linogravura de José Dias Coelho: a morte de Catarina Eufémia (clicar para ouvir: a canção do Zeca que mais me emociona)

a.l.

Camões: mudam-se os tempos

Num dia em que os Professores portugueses estão em greve, lutando

pela sua dignidade,

pelo direito a ensinarem,

pela sobrevivência da Escola Pública,


Zé Mário Branco e um poema de Luís de Camões:

MUDAM-SE OS TEMPOS




aqui
, uma canção paradigmática : a galopar, de Paco Ibañez

a.l.

12 de novembro de 2008

Zeca Afonso, homenagem em Madrid

Curtindo uma gripe e a nostalgia, aqui fica um post recheado de boas músicas. Vão clicando, e deliciem-se ...

ASP – Lusa - JN- Madrid, 11 Nov (Lusa) - Os 20 anos da morte de Zeca Afonso serviram na passada segunda-feira à noite de pano de fundo para um debate em Madrid (no âmbito da VI Mostra da Cultura Portuguesa - post 27 out) sobre o papel da música nas transições para a democracia em Portugal e Espanha. O debate foi protagonizado, entre outros, pelos músicos Luis Pastor e Júlio Pereira.

Luis Pastor (clicar para ouvir: 'cantautor extremeño' -lindo!) , o músico espanhol que mais cantou Zeca Afonso - e que também se tornou famoso pela sua obra política e de intervenção - recordou que
"Havia muitos músicos e muitos artistas espanhóis que não conheciam Zeca Afonso e a sua obra. "
"Mas quem ouvia pela primeira vez, a lírica, a música, enamorava-se", recordou (clicar aqui para ouvir: Canção de embalar).
"Acabou por ter um impacto tremendo tanto entre os músicos espanhóis como entre o público. E acabou por ser a porta de entrada para se conhecerem outras vozes portuguesas da altura", disse. [clicar aqui - post 25 Abril 08- para ouvir uma selecção da melhor música que por cá se fazia]

Para Luis Pastor, "numa época em que a música começou a ser vista como uma arma, Zeca Afonso surge como referencial obrigatório, a nível moral e de compromisso" - tanto no espaço ibérico, como fora dele. "Era um homem contra a corrente, mas que recuperava a canção popular, um professor, um pedagogo", sublinhou.

"Tudo é redutor quando se fala de Zeca Afonso", acrescentou o músico português Júlio Pereira (clicar no nome para ouvir uma actuação espantosa!), destacando a vontade de José Afonso de exportar o que era a cultura portuguesa para outros espaços.

João de Melo (clicar nas palavras sublinhadas), 'pai' da Mostra Portuguesa e conselheiro cultural da embaixada de Portugal em Madrid, (clicar também aqui para ver programa, em pdf), rematou o debate recordando a importância que Zeca Afonso teve na formação da consciência de todos os portugueses, tanto dentro como fora do mundo da música. "Cada um de nós tem uma história pessoal com Zeca Afonso, e hoje não me imagino a olhar para Portugal, para o que aconteceu nas últimas décadas, sem incluir Zeca Afonso", disse.

aqui
, aquela que é uma das suas músicas mais emblemáticas
a letra: aqui, em rascunho (pelo próprio) , e aqui

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, que ficou conhecido como José Afonso (clicar aqui para ver animação e música, lindíssimas, as 2 -post de 25 Out) ou Zeca Afonso, foi um dos mais importantes cultores do fado de Coimbra e tornou-se depois o maior símbolo da canção de intervenção contra o regime político que se vivia em Portugal. "Um homem que", nas palavras de Júlio Pereira, "foi muito mais do que músico. Um homem que conhecia e queria saber do mundo, que era genuinamente humano. Que gostava mais das pessoas que da música"

José Afonso: Balada de Outono

a.l.

6 de novembro de 2008

música portuguesa: aprende a nadar companheiro!

de Sérgio Godinho, 'Maré Alta' , com imagens de uma revolução ..

mais música - da melhor - aqui : Zeca Afonso: 'O que faz falta'

postado por ana lima

25 de outubro de 2008

música portuguesa: Redondo Vocábulo

animação 3D para o tema "redondo vocábulo" de José Afonso. Interpretação livre sobre a angústia de uma gestação ou maternidade em tempos de guerra no ultramar.

lindíssimas, comoventes: a música, a animação, a voz do Zeca provocando/evocando arrepios na alma ..

letra e música: Zeca Afonso: Era um Redondo Vocábulo
animação: Eurico Coelho

letra aqui

postado por ana lima

27 de abril de 2008

homenagem a Adriano Correia de Oliveira

Adriano Correia de Oliveira (1942-1982)

Tejo que Levas as Águas

postado por ana lima

25 de abril de 2008

a cantiga como arma

Antes, faziam-no clandestinamente... Algumas das suas canções davam direito a prisão ou a perseguições pela PIDE.
Depois do 25 de Abril, correram de boca em boca, poderosas e livres.
Aqui fica uma homenagem a esses homens de coragem, precursores de Abril


Zeca Afonso

Homenagem a Adriano Correia de Oliveira

Sérgio Godinho

Hoje é o 1º Dia
Que força é essa? (de Sérgio Godinho)

parabéns Fausto
O Barco Vai de Saída

postado por ana lima

um sonho lindo que acabou ?

EU VIM de LONGE , por Zé Mário Branco



José Saramago
: falsa democracia

http://www.youtube.com/watch?v=m1nePkQAM4w

"A democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada..."

postado por ana lima

9 de abril de 2008

cronologia de uma revolução

Quase tudo o que há para saber sobre o pouco antes... e o durante (...)http://www.minerva.uevora.pt/aventuras/vilavicosa/25abril.html

A crónica começa assim: «Há vinte anos» (agora seriam 34!!!) « em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico.» (...)


No vídeo abaixo, imagens do 'Portugal anacrónico' , resultado da ditadura de Salazar e da 'filosofia' dos 3 Fs: Fado, Futebol e Fátima - "O povo quer-se analfabeto"...

Queixa das almas jovens censuradas
letra: Natália Correia; música e voz: José Mário Branco



Depois, vem o relato dos acontecimentos que foram precursores daquela que viria a ser conhecida como "A Revolução dos Cravos" - começando no dia 22 de Fevereiro de 1974, em que é publicado um livro decisivo, até às 22:55 de 24 de Abril, em que « ... uma canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho, marca o início das operações militares contra o regime. »



É, no entanto, outra canção, também ela usada como código pelos capitães revoltosos, que virá a tornar-se num dos símbolos da Revolução: Grândola Vila Morena, de José Afonso:


vídeo de Zeca Afonso no Coliseu
(29 de Janeiro de 1983)
quando já estava muito doente (última aparição num espectáculo)


sobre o que veio depois, a par da biografia do Zeca: http://www.aja.pt/biografia.htm


postado por ana lima

vozes na luta : Zeca Afonso

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO) nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929. Morreu no hospital de Setúbal, na madrugada de 23 de Fevereiro de 1987.

Zeca - por ele próprio:

«Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão seja a que nível for.»



«Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político, como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alíbis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta.»

«Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de ‘homenzinhos’ e ‘mulherzinhas’. Temos é que ser gente, pá! »

em entrevista publicada originalmente no semanário Se7e de 27.11.1985

in http://www.aja.pt/ (site da Associação José Afonso)


Zeca Afonso ao vivo:


posted by ana lima